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Ataques deixam nove soldados mortos no Mali durante jornada eleitoral

Pelo menos nove soldados do Mali morreram e vários outros ficaram feridos em dois ataques ocorridos ontem, durante as eleições municipais, no centro-leste do país, disseram nesta segunda-feira à Agência Efe fontes médicas e policiais, enquanto predomina o silêncio oficial.

Os ataques, realizados por desconhecidos contra comboios militares, ocorreram por volta das 18h (horário local), aparentemente de maneira coordenada em uma jornada eleitoral na qual aconteceram muito incidentes de violência, especialmente no norte e no leste do país.

No primeiro ataque, o comboio militar viajava rumo a Douentza, na região de Mopti, no centro do país, e transportava as urnas de uma secção eleitoral próxima, quando, de repente, o veículo passou por uma mina.

Em seguida, o comboio foi alvo de um intenso tiroteio com armas pesadas e automáticas. Cinco integrantes das forças armadas malianas morreram no ataque e outros nove ficaram feridos, mas os sobreviventes conseguiram salvar as urnas e levá-las a seu destino.

O segundo incidente aconteceu em Bambara Maudé, na região de Timbuktu, a apenas algumas dezenas de quilómetros do lugar onde aconteceu o outro atentado.

Os agressores fizeram uma emboscada contra o comboio e o metralharam, causando 4 mortes, entre elas a do capitão Moussa Siaka Koné, além de vários feridos, e alguns deles estão em estado grave, disseram à Efe fontes médicas. E

sses ataques bem preparados contra comboios do exército costumam ser obra de grupos jihadistas presentes em uma grande parte do território maliano, e que mantêm alianças com grupos tuaregues separatistas.

De facto, fontes dos serviços de inteligência apontam o grupo de Alkassoum como o principal suspeito do segundo atentado, em aliança ou conivência com a Coordenação de Movimentos do Azawad (CMA), de tendência separatista tuaregue. A CMA convocou ontem a população tuaregue a boicotar o pleito municipal, que foi adiado em quatro ocasiões por razões de segurança, e conseguiu, de facto, torná-lo impossível na região de Kidal, no extremo nordeste, onde os simpatizantes do movimento separatista destruíram urnas e queimaram bandeiras malianas.

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