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Assaltada delegação do MITRAB na Africa do Sul

A Delegação do Ministério moçambicano do Trabalho (MITRAB) em Joanesburgo, na vizinha África do Sul, foi assaltada na noite da passada quinta-feira, tendo sido roubados do seu interior, de acordo com a Polícia Sul Africana, três computadores e dois cofres. Informações fornecidas à Rádio Moçambique, estação publica, pelo Delegado do Ministério do Trabalho na África do Sul, Elias Nhambe, dão conta que os dois cofres não continham dinheiro.

Neles estavam apenas documentos, alguns deles de carácter confidencial. Há indicações de que as instalações da Delegação do Ministério do Trabalho em Joanesburgo, inauguradas o mês passado pela Ministra Helena Taipo, não tinham protecção de nenhuma empresa de segurança privada da África do Sul, havendo apenas um controle electrónico. Para se introduzirem nas instalações, os assaltantes cortaram os fios do sistema electrónico. A Polícia sul-africana já efectuou o registo oficial da ocorrência e está a fazer todas as diligências no sentido de capturar os meliantes.

O Delegado do Ministério do Trabalho considera que a situação é preocupante. “O mais grave é que desapareceu informação importante que estava contida nos computadores bem como nos documentos, que se encontravam nos dois cofres roubados”. Nhambe, citado pelo matutino Jornal Noticias, admite que se tratou de uma operação desenhada ao pormenor, “fazendo pensar que os meliantes tinham clareza dos seus objectivos, razão porquê se prepararam adequadamente, primeiro para vencer o complexo sistema de segurança montado no edifício e depois para escolherem a dedo os alvos da sua incursão”.

“Nos cofres não havia dinheiro, porque de resto nós nunca ficamos com dinheiro físico na delegação. Portanto, creio que eles sabiam qual era o conteúdo dos cofres. Depois, o facto de terem levado os computadores que eram usados pelo delegado, pela secretária executiva e pelo director de administração e finanças é igualmente sintomático.

Mas a Polícia está a trabalhar e creio que rapidamente o caso será esclarecido”, explicou. A ocorrência dá-se alguns dias depois da demissão do Director do Trabalho Migratório, Boaventura Manhique, e consequente congelamento de um conjunto de contas bancárias tuteladas por aquela direcção, nas quais se suspeita que eram depositados a prazo os valores destinados ao pagamento diferido aos mineiros moçambicanos na África do Sul, com os respectivos juros a beneficiar indevidamente a terceiros.

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