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“As manifestações não estão à venda” afirma o lider da Renamo

“As manifestações não estão à venda” afirma o lider da Renamo

O líder da Renamo Afonso Dhlakama reuniu-se no último domingo com os quadros da província de Nampula para pô-los a par dos assuntos que têm sido discutidos nos encontros que tem vindo a manter com o Presidente da República, Armando Guebuza, e aproveitou a ocasião para afirmar que as manifestações de que tanto fala podem acontecer a qualquer altura caso a “situação económica, política e social do país e dos moçambicanos, com destaque para os das Centro e Norte, continue péssima”.

Segundo o líder da Perdiz, não por se ter encontrado com o Chefe do Estado que as manifestações serão adiadas. “Eu não recebi sacos de dinheiro como se diz por aí. Se eu tivesse recebido dinheiro já estaria rico. Ele é que vem todos os meses ajoelhar-se para que não haja manifestações. Ele dizia sempre que nunca iria encontrar-se comigo”.

Para Afonso Dhlakama, a maior satisfação foi ter conseguido persuadir o Presidente da República a tratar de assuntos de interesse nacional de forma pacífica, e não de uma forma violenta. “Quando um dirigente vem à cidade de Nampula para falar com o líder da Renamo é porque está convencido de que os problemas do país devem ser resolvidos através do diálogo”.

Dhlakama ameaçou não se responsabilizar pelas consequências que podem advir do não cumprimento das recomendações que ele tem dado ao Chefe do Estado. “Quero que as riquezas de que o país dispõe sejam distribuídas de forma equitativa. Não sou regionalista mas quero que as três regiões do país (Norte, Centro e Sul) sejam beneficiadas equitativamente. Isso não acontece hoje, todos os recursos são destinados à zona Sul”.

“Caso a situação se mantenha, iremos realizar as manifestações. E se a Frelimo tentar provocar-nos,  como fez no dia 8 de Março, iremos responder. Já provámos que somos capazes de enfrentar a polícia”, promete Afonso Dhlakama.

“Eu sou homem das massas”

Dhlakama considera que o actual Presidente de Moçambique não tem estatuto para dialogar com ele alegadamente porque “é miúdo para mim. Apesar de ser Presidente da República, ele foi indicado por um partido. Eu sou das massas. Não preciso de convocar as pessoas para realizar um comício. Elas aparecem em menos de três minutos. Eu faço parte da história deste país enquanto que ele (Armando Guebuza) é um simples empresário que está no país para explorar os recursos”.

 

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