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Artes Plásticas: Adelino Luís Machava vence Bienal TDM das artes de 2011

O artista plástico Adelino Luís Machava, conhecido no meio artístico por Divery, é o grande vencedor da 11ª Edição da Bienal da empresa Telecomunicações de Moçambique (TDM), cujos resultados do concurso foram apresentados em Maputo.

Divery Machava arrecadou o primeiro prémio no valor de 150 mil meticais, com a obra “Xapuluvundza… Para onde vai o Mundo?”, elaborada com recurso à técnica mista. O segundo lugar foi para Titos Moisés Pelembe, com a obra denominada “O mundo muda a cada jeito seu”, feita na base de cerâmica, madeira e metal, e o terceiro colocado foi Mário Macilau Chirame, com a obra fotografica intitulada “Derramamento de Sangue”. Estes dois artistas receberam como premio quantias de 100 mil e 50 mil meticais, respectivamente.

Durante a cerimónia de entrega de premios aos vencedores do concurso, foram atribuidas menções honrosas aos artistas Lourenço Abner Tsenane (Tsenane), Milton Piores Trindade (Nino Trindade) e Victor Manuel Marrão. Ao concurso foram submetidas 187 obras representando as modalidades de pintura, escultura, cerâmica, desenho, gravura, colagem, fotografia, assemblagem e vídeo, das quais 44 foram seleccionadas para a fase final. A bienal visa promover e divulgar as artes plásticas, através da exposição das recentes produções artísticas de criação nacional e internacional.

Intervindo na ocasião, o Primeiro-Ministro, Aires Ali, disse que, “na verdade, a riqueza e a grande diversidade da polifónica arte que está aqui exposta revelam a mobilidade do imaginário das artes plásticas moçambicanas”. “Felicitamos e incentivamos a TDM por manter o seu contributo e responsabilidade social, melhorando os mecanismos de apoio aos artistas, esforçando-se para cobrir todas as províncias do País, o que poderá permitir que, num futuro não distante, esta exposição tenha condições de ser realizada em qualquer parte do País e ganhar dimensão duma manifestação cultural integrada no roteiro nacional”, referiu.

Por seu turno, Teodato Hunguana, presidente do Conselho de Administração da TDM, destacou que para aquela empresa a premiação dos artistas plásticos que se destacaram com as suas obras e a exposição das suas obras constitui a concretização de um compromisso assumido há 20 anos, concretamente o de pôr em prática uma iniciativa destinada a apoiar e divulgar as artes plásticas nacionais. “Volvido esse período, sentimos que o evento tornou-se uma referência com raízes e tradição na vida cultural do País, constatação que nos faz sentir que a Bienal está, efectivamente, a cumprir a sua missão ajudando a projectar importantes valores da nossa arte, assim como a dinamizar a actividade deste universo de criadores”, considerou.

A cerimónia de premiação dos artistas marcou a abertura da exposição de artes plásticas, um evento que contou ainda com a presença do Ministro da Cultura, Armando Artur, membros do Conselho de Administração da TDM, da comissão organizadora da 11ª Bienal, jurados, artistas plasticos, entre outros convidados. As comemorações dos 30 anos da criação das TDM constituem tema principal da 11ª Bienal das TDM, cuja exposição aberta ao público vai decorrer até 21 de Novembro de 2011, no Museu Nacional de Arte.

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