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Areeiros acusados de prejudicar a actividade

Os agricultores associados que praticam suas actividades no regadio do distrito da Moamba, província de Maputo, Sul de Moçambique, acusam os areeiros de estarem a desviar o leito e de provocarem uma baixa do níveis do rio Incomati, o que dificulta a rega dos campos.

Os camponeses associados queixaram-se deste facto ao Primeiro-Ministro, Aires Ali, que, esta ultima Segunda-feira, visitou aquele ponto do país.

Eles disseram que na extracção de areia para a construção os areeiros fazem escavações profundas que acabam afectando o curso normal das águas.

Sobre este facto, Maria Manjate, Administradora de Moamba, disse estar em curso um trabalho com os areeiros para se encontrar uma plataforma de trabalho que não prejudique a agricultura, a actividade de sustento da maioria da população moçambicana.

Leonor Neves, Directora provincial da Agricultura na província de Maputo, explicou que os camponeses associados que trabalham no regadio estão a explorar uma área de 100 hectares para a produção de hortícolas e cereais e pretendem avançar para a produção de batata numa área de 50 hectares.

“O objectivo é reduzir, a curto prazo, o preço de Batata – Reno no mercado” disse Leonor neves, apontando o fraco poder de compra como um dos principais entraves a comercialização por obrigar o produtor a reduzir o preço o que acaba não cobrindo os custos de produção.

Ela disse que para a presente safra foram distribuídas 600 toneladas de semente e a meta é produzir 200 mil toneladas de batata, o que representa um crescimento em mais de 100 por cento comparativamente a colheita de 2010.

“A produção agrária está a registar um crescimento ano pós ano, principalmente depois de revitalizar o regadio para que este possa funcionar em pleno. Agora pretendemos fazer três colheitas por ano”, avançou Leonor das Neves.

Em 2010, a “Agrobusiness”, uma organização pertencente a jovens agrónomos, prestou apoio técnico aos 650 agricultores do ‘Bloco Um’ e na revitalização do regadio, facto que resultou no aumento da produtividade de batata de sete toneladas por hectare para 20 toneladas.

Porque os agricultores queixaram de a semente distribuída não ser suficiente para a satisfação das suas necessidades, a directora, admitindo a possibilidade, disse estar em curso a produção local de semente para minimizar gastos e, em paralelo, se importar este produto para colmatar o défice.

“Esperamos conseguir superar o défice da produção de semente para o consumo a médio prazo. Estamos agora a trabalhar com uma meta de 3,8 milhões de toneladas e pretendemos passar para cinco milhões de toneladas”, disse Leonor Neves.

O distrito da Moamba, para alem de produzir batata, hortícolas, milho, feijões entre outros produtos agrícolas, conta actualmente com um total de 34 mutuários que tiveram crédito para a implementação de projectos avícolas para a produção de frangos.

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