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AR angaria apoios para as vítimas das cheias na Zambézia e Sofala

A Presidente  da Assembleia da República (AR), o Parlamento moçambicano, Verónica Macamo, anunciou, Terça-feira, a mobilização de 200 mil meticais (cerca de seis mil dólares americanos) para as vítimas das cheias nas províncias da Zambézia e Sofala, ambas na região centro de Moçambique.

Este valor, segundo Macamo, é fruto de um esforço que a AR vem realizando junto aos diversos parceiros, com vista a angariação de fundos para apoiar as famílias assoladas pelas cheias no país.

“É um valor mínimo, mas é o que conseguimos angariar até agora”, disse Macamo, minutos depois de desembarcar em Quelimane, capital da Zambézia, para iniciar uma visita de quatro dias a região centro do país, incluindo Sofala.

Macamo adiantou que não se pode aguardar mais tempo para fazer este tipo de contribuições porque as inundações afectaram até crianças, que mesmo antes desta triste realidade já enfrentavam uma situação delicada. “É pouco, mas a ajuda não vale pelo seu tamanho”, frisou Verónica Macamo.

Por outro lado, Macamo disse acreditar que quando os deputados retomarem os seus trabalhos, em Março próximo, disponibilizarão a sua ajuda às vítimas das cheias.

Para além de se inteirar do impacto das cheias nos distritos tais como Mopeia, na Zambézia, e Caia, em Sofala, Macamo afirmou que vai encorajar as vítimas das inundações a transformarem a dor que lhes abateu, em força para se elevar a produção logo que a situação voltar a normalidade.

“Viemos encorajar as vítimas para que a adversidade que se abateu sobre elas seja um impulso para se produzir mais logo que as águas baixarem. Mas para que isso aconteça é necessário que o esforço seja de todos nós”, sublinhou Macamo.

Ainda Terça-feira, a Presidente da AR orientou a II Sessão extraordinária do Governo da Zambézia, o seu primeiro acto logo após a sua chegada nesta parcela do país. A sessão fez uma breve resenha das realizações e desafios, incluindo na componente calamidades naturais.

Como consequência das chuvas ocorridas no interior da província e a montante do rio Zambeze e Chire, dois principais cursos de água nesta província, os caudais tendem a subir.

No caso do Zambeze, os níveis hidrométricos estão acima do nível de alerta, desde finais de Dezembro ultimo e com maior incremento desde 4 de Fevereiro corrente. Esta situação está a causar inundações nas zonas ribeirinhas do baixo Zambeze e do Chire.

Contudo, ainda não há registo de qualquer óbito. Tendo presente o risco de cheias e da ocorrência de ciclones até Março próximo, a província activou 73 comités locais de gestão de risco de calamidade, de um total de 100 comités já constituídos.

Na Zambézia cerca de oito mil famílias, o equivalente a 40 mil pessoas, passaram a viver em zonas consideradas seguras em 25 bairros de reassentamento pós cheias de 2007.

Actualmente, o Governo estabeleceu um plano de acção para acelerar a retirada das pessoas que ainda persistem nas zonas de risco, tendo como alvo cerca de 28.250 pessoas, sendo 17.250 em Chinde, oito mil em Mopeia, e três mil em Morrumbala, o que representa um cenário máximo previsto no plano de contingência que e’ de 58.480 pessoas em risco de cheias.

No distrito de Mopeia foram recentemente resgatadas 195 pessoas que não acatavam os avisos para abandonarem as zonas propensas as cheias nas zonas de Cocorico, Muriua e Colo

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