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Apesar de alguns avanços: malária continua ser maior problema de saúde pública

A malária continua a ser o maior problema de saúde pública em Moçambique, apesar de alguns avanços registados no controlo desta doença que resultaram na diminuição do número de casos nos últimos cinco anos.

Nos primeiros nove meses deste ano, foram registados cerca de três milhões de casos de malária em todo o país, o que representa uma redução de cerca de um milhão de casos em relação ao total verificado em igual período do ano passado. No mesmo período, segundo dados do Ministério da Saúde (MISAU) avançados na quarta-feira, em Maputo, na Sexta Reunião Nacional de Malária, houve registo de três mil óbitos, contra as cerca de quatro mil mortes de 2008. Segundo o ministro moçambicano da Saúde, Ivo Garrido, não obstante as elevadas taxas de prevalência da infecção pelo HIV/SIDA, a malária é a principal causa de mortalidade infantil e uma das principais causas da morbidade e mortalidade nos adolescentes e adultos.

“A malária continua a ser o maior problema de saúde pública no nosso país. Ao provocar altas taxas de absentismo escolar e laboral e uma redução da produtividade agrícola e industrial, a malária afecta negativamente o desenvolvimento sócioeconómico do nosso país” disse Garrido, acrescentando que “felizmente, análise situacional realizada de 2005 até ao presente momento indica uma tendência de diminuição acentuada dos casos de malária e uma diminuição significativa das taxas de letalidade por malária”. Nos últimos cinco anos, o número de casos de malária reportados diminuiu em cerca de 30 por cento e o peso da mortalidade por malária também teve um decréscimo acentuado de cerca de 30 por cento para 21, principalmente nas enfermarias.

Segundo Garrido, que falava no mesmo encontro, a redução dos casos desta doença deveu-se a melhoria do controle do mosquito vector da malária que incluiu a pulverização intradomiciliária com insecticidas em especial o DDT, a protecção das crianças e mulheres grávidas com redes mosquiteiras tratadas e o tratamento presuntivo intermitente das mulheres grávidas. Por outro lado, a melhoria do diagnóstico, sobretudo através da introdução dos testes rápidos da malária a partir de 2007, em mais de 90 por cento das um idades sanitárias do Serviço Nacional de Saúde e a melhoria do tratamento, com recurso aos derivados da artimisinina, contribuíram para redução da incidência desta enfermidade no país.

“A sensibilização das comunidades em relação as estratégias de prevenção e mudanças de comportamento em relação à procura de cuidados, embora ainda muito fraca, contribuiu para a redução dos casos de malária no país” frisou Garrido. Apesar dos sucessos alcançados no combate a malária, o ministro da saúde defende que “temos que ser mais rigorosos e eficazes na implementação de estratégias de controlo da malária definidas”. Para Garrido, no campo da prevenção, há necessidade de aumentar a cobertura da Pulverização Intra-domiciliária (PIDOM) nos distritos alvo e alargar progressivamente para novos distritos, bem como fazer a distribuição universal de redes mosquiteiras tratadas com insecticida de longa duração.

De referir que no concernente ao PIDOM, neste momento, apenas cerca de 60 distritos, dos 128 existentes no país, estão abrangidos pelo programa. Enquanto isso, já foram distribuídos dois milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas, esperando-se que nos próximos três anos mais seis milhões de redes sejam disponibilizados à população.

A sexta Reunião Nacional de Malária que decorre durante dois dias pretende reflectir, discutir e debater todas as questões relacionadas com esta doença, identificando os problemas e dificuldades que emperram o correcto funcionamento do Programa Nacional de Controlo da Malária.

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