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Angola recupera navio desaparecido com carga da Sonangol

As autoridades angolanas recuperaram o petroleiro de bandeira liberiana MT Kerala localizado na Nigéria, depois do seu desaparecimento, a 18 de Janeiro passado, com 60 mil toneladas de carga da petrolífera estatal angolana Sonangol.

O navio, que desapareceu quando aguardava autorização para atracar em Luanda, foi entretanto entregue às autoridades angolanas apenas com 78 porcento das 60 mil toneladas de gasóleo que transportava, segundo o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Francisco de Lemos.

De Lemos disse em conferência de imprensa em Luanda que do navio, cujo contrato com a companhia angolana devia terminar a 12 de Fevereiro corrente, foram subtraídas 12 mil toneladas durante a sua “estada misteriosa” em águas territoriais nigerianas. Esta quantidade representa perdas para a Sonangol no valor de oito milhões de dólares americanos (800 milhões de kwanzas angolanos), estimou.

Para além dessas perdas, acrescentou, a petrolífera angolana terá ainda que fazer esforços adicionais para filtrar os níveis “muito elevados” de água que o gasóleo adquiriu durante o tempo que ficou armazenado nos contentores do petroleiro.

Depois do seu desaparecimento, o navio-tanque foi localizado na Nigéria num acto que foi objecto de explicações contraditórias entre o armador, que atribuía o facto à pirataria marítima, e as autoridades angolanas, que rejeitavam a ideia de sequestro.

O armador indicou que o navio foi sequestrado por piratas, que abandonaram-no depois de terem roubado parte da carga, enquanto a Marinha de Guerra angolana dizia ser “tudo falso” e acusava a tripulação de ter desligado o sistema de comunicações “de propósito”.

A Marinha angolana passou a suspeitar de uma simulação por parte da tripulação e do agente do navio, afirmando que um rebocador aproximou-se do MT Kerala ao largo da costa de Luanda, entrou em contacto com ele e, em seguida, “ambos rumaram para a Nigéria”.

Por seu turno, a Dynacom Tankers Management, proprietária do petroleiro, insistiu que “os piratas sequestraram o navio na costa de Angola e roubaram uma grande quantidade de carga”, tendo depois deixado o navio cuja tripulação era indiana e filipina num total de 27 elementos.

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