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ANE ordena encerramento da EN1 ao trânsito rodoviário em Nicoadala

A situação de trânsito rodoviário na Estrada Nacional número um (EN1), ao longo do rio Mitangurine, na região de Amaro, no distrito de Nicoadala, deteriorou-se, na noite da Segunda-feira, na sequência de mais uma onda de chuvas, quando os técnicos da Administração Nacional de Estradas (ANE), na delegação da Zambézia, se desdobravam no terreno em obras visando regularizar a circulação na via.

Perante o estado actual da rodovia, as autoridades declararam o encerramento do troço ao trânsito, por pelo menos dois dias, enquanto tentam empreender esforços juntos de vários parceiros para a sua reabertura. Está-se a reunir acessórios e outro material destinado a erguer uma ponte metálica, com a elevação de 15 metros, contrariamente ao anterior plano, de nove metros, tal como informou Daniel Patel, delegado da ANE na Zambézia.

O acesso rodoviário a partir daquele local, que estabelece a ligação entre as províncias do sul e centro do país, incluindo a zona norte, esteve encerrado parcialmente no fim-de-semana, em consequência da queda da estrutura de drenagem ligada ao aqueduto. Desde então, a circulação de veículos esteve condicionada, inicialmente permitida apenas a viaturas ligeiras.

Mas, no domingo, o tráfego abriu-se também para outro tipo de veículos, depois que a ANE conseguiu improvisar tabuleiros metálicos de forma adaptada, enquanto se aguardava pela chegada de acessórios provenientes de Maputo, para completar as peças transportadas do distrito de Dondo, em Sofala, para montar uma ponte metálica de nove metros.

Quando se julgava que as condições já estavam criadas para o avanço de trabalhos de instalação da infra-estrutura, eis que uma onda de chuvas ocorreu por volta das 18 horas de segunda-feira, provocando o desmoronamento de solos.

Conta-se que, no terreno, a chuva abriu uma enorme cratera ao longo da via, obstruindo todas as alternativas visando criar desvios, dado igualmente ao comportamento do rio no local, descrito como estando já a transbordar.

Mais de 50 viaturas imobilizadas

No terreno, reporta-se uma fila enorme de viaturas, estimada entre 50 e 70 veículos, que, na sequência da gravidade da situação no aqueduto, tornaram-se quase que “reféns”, tanto do lado de Nicoadala, assim como de Chimuara, mais concretamente, Mitangurine.

O pior de tudo é que as autoridades não prometem a superação imediata do problema, apesar da indicação de alocação para o local de material solicitado, desde rochas, pedras solos, e outros.

O delegado da ANE na Zambézia está a prever que o trânsito esteja bloqueado, pelo menos durante dois dias, sobretudo porque o ambiente no terreno não é favorável, porque a chuva que continua a cair.

Assim, a situação impõe algumas intervenções adicionais, visando preparar os solos, que se encontram inconsistentes, devido ao grau de humidade, o que passará por identificação de empreiteiros. Aos automobilistas aconselha-se o recuo para à procedência ou regiões próximas que oferecem condições de alojamento, porque a crise poderá ser prolongada.

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