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Alunos abandonam escolas moçambicanas e matriculam-se no Zimbabwe

As autoridades da educação da província central de Manica, precisamente do posto administrativo de Dacata, no distrito de Mussurize, deparam com um grave problema de as crianças abandonarem o ensino nacional para se matricularem em escolas zimbabweanas.

A preferência pelo ensino bilingue “shona/inglês” é a principal justificação apresentada pelos pais e encarregados de educação que alegam que tal é favorável ao futuro dos seus filhos.

A edição da Terça-feira do jornal “O Pais”, editado em Maputo, noticia que dados colhidos no terreno mostram que muitas crianças matriculadas entre a 1ª e 7ª classes preferem atravessar a fronteira, todos os dias, para frequentar o ensino zimbabweano.

Para alem das crianças que passaram para o ensino zimbabweano, outras ainda desistem o que deixa as escolas locais praticamente às moscas. Céu Agostinho, Professor na Escola Primaria Completa de M’pengo diz que os encarregados de educação defendem que o ensino biligue zimbabweano é fundamental na formação dos seus educandos.

“Trata-se de um fenómeno antigo que, actualmente, esta a ganhar proporções alarmantes”, disse Agostinho. Estêvão Rupela, Director Provincial da Educação em Manica, disse que as crianças aproveitam os cadernos e outros materiais que recebem gratuitamente do lado moçambicano para usarem nas escolas do Zimbabwe.

Rupela disse, a título de exemplo, que até a 4ª classe as crianças recebem do lado moçambicano cinco cadernos e o que acontece é que as crianças abandonam o sistema nacional de ensino e levam esse material para o Zimbabwe.

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