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Aliados árabes e do Ocidente tentam coordenar ajuda aos rebeldes na Síria

Os ocidentais e os árabes que se opõem a Bashar al-Assad reuniram-se em Catar, este Sábado (22), para reforçar a coordenação do seu apoio aos rebeldes que lutam para derrubar o presidente sírio.

Ministros de 11 países, incluindo Estados Unidos, potências na Europa e sunitas muçulmanas, mantiveram conversações, as quais Washington disse que levarão participantes a direccionarem toda a ajuda através do Conselho Militar Supremo, que espera-se que poderá compensar o crescente poder das forças rebeldes jihadistas.

Depois de uma série de ofensivas militares pelas tropas de Assad, incluindo a retomada de uma cidade estratégica na fronteira, há duas semanas, o presidente Barack Obama disse que os Estados Unidos iriam aumentar o apoio militar para os rebeldes.

Duas fontes do Golfo disseram à Reuters, Sábado, que a Arábia Saudita, que assumiu um papel de liderança entre os adversários árabes de Assad, também acelerou a entrega de armas para os rebeldes.

“Semana passada, houve mais chegadas dessas armas avançadas. Eles estão a receber as armas com mais frequência”, disse uma fonte, sem dar detalhes. Os rebeldes dizem que precisam de armas anti-aéreas e anti-tanque para conter forças de Assad numa guerra civil que já matou 93 mil pessoas e levou 1,6 milhão de refugiados a países vizinhos.

A dinâmica cada vez mais sectária da guerra coloca principalmente muçulmanos sunitas contra as forças leais a Assad, da minoria alauíta, uma ramificação do islamismo xiita, e dividiu o Oriente Médio entre sunitas e xiitas.

O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Hamad bin Jassim al-Thani, cujo país foi um dos apoiantes mais abertos dos rebeldes anti-Assad, disse que, fornecendo-lhes armas seria a única maneira de resolver o conflito. “A força é necessária para alcançar a justiça. E o fornecimento de armas é a única maneira de alcançar a paz no caso da Síria”, disse ele aos ministros no início das negociações.

Ele também pediu que o governo do Líbano impeça a intervenção de facções libanesas no conflito vizinho. O libanês Hezbollah liderou o ataque por forças de Assad para recapturar a cidade de Qusair no início deste mês.

Falando antes de o secretário de Estado dos EUA, John Kerry chegar em Doha, um oficial dos EUA disse que o país quer assegurar que “todo o tipo de assistência” oferecida pelos 11 países presentes à reunião vão passar pelo Conselho Militar Supremo, liderado pelo general Salim Idriss, um ex-comandante do exército de Assad.

Um diplomata que tinha visto o esboço do comunicado da reunião disse que ele falou também em colocar pressão sobre Assad para permitir maior acesso de ajuda humanitária depois de as Nações Unidas lançarem um apelo por 5 bilhões de dólares no início deste mês.

Mas ele disse que não havia nenhuma menção de estabelecer uma zona de exclusão – um movimento que os diplomatas disseram que os Estados Unidos estava a estudar, mas que a Casa Branca descartou – ou menção específica de abastecimento de armas para os rebeldes.

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