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Alassane Ouattara, capataz do FMI, e a sua bela “pomba branca

As hostes de Alassane Dramane Ouattara, de há muito candidato do FMI à presidência da República da Costa do Marfim, propôs agora a formação de um Governo de União Nacional com pessoal do Presidente cessante, Laurent Gbagbo.

 

 

Um pouco à semelhança do que já se verificou no Quénia e no Zimbabué, só que desta vez o Presidente cessante não se conseguiria manter em funções, ao contrário do que aconteceu com Mwai Kibaki e Robert Gabriel Mugabe.

O candidato liberal que a França, a União Europeia, os Estados Unidos, o Canadá e a ONU dizem ter ganho a segunda volta das presidenciais marfinenses, no dia 28 de Novembro, graças ao apoio do antigo Presidente Henri Konan Bedié, encontra-se disposto a trabalhar com os colaboradores do historiador socialista Gbagbo, desde que este não fique à frente do Estado.

Tendo visto que não lhe era fácil tomar as instalações da televisão nem avançar para a sede do Governo, apesar de todo o apoio de Paris e Washington, Ouattara começou a transigir e a tentar o compromisso.

Desde que ele próprio seja reconhecido por Gbagbo como seu sucessor, coisa que o amigo de Roland Dumas e de Jack Lang continua a rejeitar.

A seu lado, na ambição de há muito acalentada de dirigir a Costa do Marfim, com o apoio do FMI, no qual já ocupou uma posição destacada, o economista liberal Alassane Dramane Ouattara tem uma “pomba branca” (uma espécie de Espírito Santo): sua mulher, a bela Dominique Nouvian, directora da Agência Internacional de Comercialização Imobiliária.

É esta instituição, a AICI, que gere o património imobiliário deixado por dois dos dinossauros africanos: o marfinense Félix Houphouët-Boigny e o gabonês Omar Bongo.

Ouattara, de 69 anos, é também um dos clientes da agência da sua loira esposa, uma francesa da Argélia, de origem sefardita; e o matrimónio entre estes dois grandes interesses verificou-se a 24 de Agosto de 1991, no décimo sexto bairro de Paris, sendo oficiante o “maire”… Nicolas Sarkozy.

A determinada e branca Dominique, com actividade em sítios tão diversos como Cannes e Libreville, adquiriu nos Estados Unidos a marca Jacques Dessange, para se entreter um pouco mais, enquanto o marido tinha assento na administração do Fundo Monetário Internacional.

Entretanto, mulher de múltiplos talentos, tem a Rádio Nostalgie e a Children of Africa, esta última fundação em parceria com a princesa Ira de Fürstenberg. “Gente fina é outra coisa!

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