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África do sul poderá remover restrições na exportação da fruta proveniente de Moçambique

As autoridades sul-africanas podem, brevemente, remover as restrições impostas à exportação de fruta proveniente de algumas zonas de Moçambique, como os campos de produção de Boane, no sul, e de Dombe e Vandúzi, no centro do país, onde não foi constatada a presença da mosca “bactrocera invadens” nos últimos 12 meses.

Para o efeito, segundo informações veiculadas pelo matutino “Notícias”, uma missão sul-africana deverá escalar o país ainda este mês para visitar essas áreas, com o objectivo de se certificar da existência ou não da mosca da fruta. Neste momento, segundo Domingos Cugala, coordenador técnico nacional do Programa da Mosca, a exportação da fruta daquelas duas regiões para o mercado sul-africano é feita sob apertada vigilância, o que pressupõe a tomada de medidas fitossanitárias adicionais e de quarentena.

Cugala disse ainda que antes da exportação estes produtos são sujeitos a uma inspecção no campo e durante o empacotamento. Nos camiões, segundo ele, a fruta deve estar coberta de rede fina e transportada a uma determinada temperatura em camiões fechados e selados. Já em território sul-africano, passam por nova inspecção antes de entrar para o mercado. Esta situação, segundo Cugala, implica custos adicionais para os produtores moçambicanos, atendendo o elevado preço dos materiais adicionais requeridos, para além da distância que separa os centros de produção e os inspectores.

Todos estes condicionalismos – explicou Cugala – afectam a produção e comercialização da fruta moçambicana no mercado internacional, em particular no sulafricano. A fonte acrescentou que as autoridades fitossanitárias moçambicanas têm trocado, regularmente, informação sobre as áreas em vigilância com a contraparte sul-africana, sendo em resultado disso que aquelas áreas poderão ser declaradas livres. “A monitoria que fizemos nos últimos 12 meses faz-nos acreditar que aquelas zonas estejam livres da mosca da fruta”, disse Cuagala.

Para assegurar a exportação da fruta para a África do Sul, o Ministério da Agricultura concebeu e submeteu às autoridades sul-africanas uma proposta de declaração de áreas livres da mosca em determinadas zonas de produção e exportação. Devido à mosca da fruta no centro e norte do país, os produtos destas regiões não podem ser livremente comercializados em Maputo, Gaza e Inhambane, até aqui consideradas livres da doença.

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