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África do Sul: marcha da Aliança Democrática termina em caos e faz vários feridos

África do Sul: marcha da Aliança Democrática termina em caos e faz vários feridos

Um autêntico caos caracterizado pelo arremesso de pedras e garrafas que resultaram no ferimento de dezenas de pessoas, incluindo o nosso repórter, marcaram a marcha da Aliança Democrática, DA, a maior força política da oposição da África do Sul, contra a Confederação dos Sindicatos, Cosatu, na última terça-feira em Joanesburgo.

A Aliança Democrática havia anunciado a intenção de marchar até às instalações da federação sindical em Joanesburgo depois de a líder do partido, Helen Zille, ter afirmado que a Cosatu está a operar contra os interesses dos desempregados no seu discurso feito por ocasião do Dia Internacional do Trabalhador, que se assinalou no dia no dia 1 de Maio.

Cerca de 2 500 manifestantes trajados de camisetas azuis (a cor da Aliança Democrática) fizeram-se à rua e dirigiram-se às instalações da Cosatu em Joanesburgo, contrariando as advertências da polícia que previam confrontações entre os apoiantes da DA e da Cosatu.

“Nós estamos aqui para dar as boas-vindas à DA quando eles chegarem,” disse Patrick Craven, porta-voz da Cosatu.

Entretanto, tal não chegou a acontecer porque se instalou um caos mal os manifestantes entraram em Braamfontein, a escassos metros da sede da federação sindical, onde os membros e aliados da Cosatu os aguardavam com pedras e paus em punho. O @Verdade testemunhou no local o arremesso de pedras e paus por parte dos dois grupos (Cosatu e DA), ante o olhar da polícia, que parecia não estar preparada para fazer face àquele ambiente.

Só mais tarde é que foi accionada a brigada antimotim, a qual recorreu ao gás lacrimogéneo para dispersar os simpatizantes das duas partes.

Os motivos da marcha

A Aliança Democrática, DA, marchou em protesto a posição da Cosatu que não vê de bons olhos a proposta governamental que preconiza o subsídio para criação de postos de trabalho para a juventude, projecto que poderá criar cerca de 423 000 novos postos de emprego para os jovens desempregados.”

Em Março último, o ministro sul-africano das Finanças, Pavin Gordhan, apontou, durante a apresentação ao Parlamento do Orçamento Geral do Estado para o presente ano, a existência de um fundo para a criação de novos postos de trabalho, cuja aprovação deveu-se ao aval dado pelo ministro da Planificação, Trevor Manuel.

As negociações em torno do subsídio de emprego para a classe jovem decorrem sob a égide do Conselho Nacional do Trabalho e do Desenvolvimento Económico, Nedlac, órgão facilitador da discussão do projecto entre o Governo, os sindicatos, os empresários e a sociedade civil. O plano prevê a redução dos custos provenientes do recrutamento e capacitação dos jovens inexperientes por parte do Governo.

Para os sindicalistas, a Cosatu neste caso, a marcha da Aliança Democrática contra a implementação deste projecto é uma autêntica camuflagem ao seu contínuo apoio ao monopólio do capital por parte da classe branca.

De referir que a Cosatu é contra a introdução deste subsídio e acredita que o mesmo irá descriminar a classe operária adulta em detrimento da classe jovem, barata e inexperiente.

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