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Adiada a aprovação do orçamento do município de Quelimane

Continua o braço de ferro em Quelimane. Mais uma vez a bancada da Frelimo na Assembleia Municipal daquela cidade adiou a aprovação do orçamento daquele município, protelando, deste modo, a execução dos planos traçados para este ano.

Para esta quarta-feira tinha sido agendada a sessão da Assembleia Municipal, mas à hora marcada só estavam presentes os membros da Bancada da Renamo, vereadores, membros da sociedade civil e convidados, menos o presidente daquele órgão, Afonso João, a vice-presidente, Elsa Lampeão, o secretário da mesa, Celso Malua e o chefe da Bancada da Frelimo, Armando Chagunda, curiosamente, todos da Frelimo.

Os poucos membros da Bancada da Frelimo que se fizeram presentes mostravam-se preocupados uma vez que nem eles sabiam das razões da ausência dos seus colegas. Depois de algumas diligências, soube-se, do presidente da mesa, Celso Malua, que a sessão iria iniciar às 10h. Porque não podiam esperar, algumas pessoas começaram a abandonar o local.

Mas até à hora marcada, 10h, as quatro figuras que faltavam para que a sessão tivesse início, nomeadamente Afonso João, Elsa Lampeão, Celso Malua e o incontornável Armando Chagunda ainda não tinham chegado, alegadamente porque ainda estavam a concertar ideias com com membros seniores da Frelimo a nível da cidade.

O adiamento

Quando chegaram, Afonso João, presidente da Assembleia Municipal, anunciou o adiamento do encontro alegando que os documentos corrigidos pela edilidade chegaram só na sexta-feira passada e que os membros da Assembleia não tiveram tempo suficiente para ler a apreciar.

Ele acrescentou que ele e os seus colegas chegaram tarde porque tinham ido a um encontro com o governador para pedir esclarecimentos em torno do orçamento apresentado pelo Conselho Municipal.

Depois de Afonso João anunciar o adiamento da sessão, e consequentemente da aprovação do orçamento, o chefe da Bancada da Renamo, Noé Mavereca, pediu a palavra e sugeriu que a Renamo aprovasse o documento.

Reacção de Manuel de Araújo

Para o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, a forma como a chefia da Assembleia Municipal agiu mostra claramente que a Frelimo é que determina como os seus membros naquele órgão devem trabalhar. “A Frelimo esta a cavar a sua própria sepultura e desde já o povo de Quelimane saberá ver quem quer o desenvolvimento de Quelimane e quem não quer”.

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