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Acusações de fraude deixam tenso o clima das eleições no Egito

Acusações feitas pela oposição de fraudes deram um tom obscuro às eleições legislativas do Egito este domingo, na qual o partido do atual governo se esforça para evitar que os adversários islâmicos repitam o sucesso de 2005. Alguns eleitores que foram a locais de votação foram mandados de volta por pessoas que informaram que não havia eleição ou que as urnas já haviam sido fechadas. Outros relatos informa que as urnas já estavam cheias de votos mesmo poucos minutos após o início da votação, disseram integrantes da campanha de oposição.

A banida Fraterniada Mulçumana, cujos candidados podem concorrer como independentes, disputou 30 por cento de assentos na câmara baixa do Parlamento após o grande feito de 2005, quando ficou com 20 por cento das vagas. Mas os islâmicos esperam um resultado inferior desta vez.

Centenas dos seus ativistas foram detidos antes da pesquisa, sinalizando a determinação do governo em abafar as mais sonoras críticas no Parlamento antes de uma votação para presidente em 2011. “Não há votação acontecendo, é fraude. Isso é uma desgraça”, disse Hassan Sallam, ao sair de uma cabine de votação em Raml, cidade da região norte de Alexandria. “Não há privacidade. As urnas estavam cheias.”

Abdel-Salam Mahgoub, candidato governista, negou qualquer abuso. “Essas são acusações de pessoas que buscam uma desculpa para cobrir suas falhas”, disse ele à Reuters. Os partidários da Fraternidade gritavam “Suspender, suspender” enquanto eleitores do Partido Nacional Democrata (NDP), o partido do governo, se encaminhavam para as zonas eleitorais.

O candidato da Fraternidade, Subhi Saleh, acusou seu adversário NDP de distribuir panfletos ultrajantes e falsos no nome de Saleh, os quais diziam que ele estava deixando a eleição. Saleh ainda informou que foi espancado por bandidos assassinos após ele e um partidário tentar entrar na zona eleitoral de Abees, em Raml. O governo negou fraudes e disse que estava a investigar as denúncias.

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