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RENAMO afirma estar agrupar guerrilheiros em Homoíne para travar as Forças de Defesa e Segurança

A RENAMO, o maior partido da oposição em Moçambique, admitiu publicamente, nesta quarta-feira (08), que tem homens armados aquartelados no distrito de Homoíne, na província de Inhambane, com o intuito de travar a deslocação das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique que se movimentam do sul para o centro, onde, desde o ano passado, vive-se uma guerra.

O partido de Afonso Dhlakama explicou que os guerrilheiros que se encontram naquele distrito, na localidade de Phembe, por exemplo, onde já houve confronto entre eles e as Forças de defesas e Segurança, são os que foram “expurgados” do exército nacional e outros que nem sequer chegaram a ser integrados. As forças governamentais são treinadas, equipadas e transportadas do sul, “daí haver necessidade de travar essas incursões a partir das origens”.

Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo, disse, em conferência de imprensa, em Maputo, que os tais homens são naturais e residentes daquela província. Contudo, o político não confirmou os confrontos havidos nesta terça-feira (07), por volta das 07h00 até perto das 11h00, em Phembe, os quais agudizaram o pânico da população que desde a semana passada refugia-se na vila sede do distrito ou na cidade de Maxixe, locais considerados seguros.

Ainda de acordo com Mazanga, antes do assalto à base de Sathundjira, a 21 de Outubro último, onde Afonso Dhlakama estava acantonado há um ano, os guerrilheiros pediram para que o líder lhes autorizasse a juntarem-se a ele em Gorongosa, na província de Sofala, com o objectivo de o protegerem dos ataques, porém, o pedido foi indeferido. Nessa altura, segundo o porta-voz, Dhlakama, estrategicamente, recusou alegando que não se tratava de uma crise local – apenas no centro do país – mas sim, de um problema de todo o território moçambicano.

“O partido Renamo os orientou (os guerrilheiros) a organizarem-se localmente para responderem a qualquer provocação que lhes for feita, seja por quem for”, disse Mazanga, avançando que, os seus homens foram instruídos a não hostilizar as populações, mas sim, defendê-las se for o caso e apresentarem-se às autoridades locais. “Estes seguranças levam a mensagem de respeitarem as populações, as suas coisas e as suas tradições.”

Sobre a acusação do Ministério da Defesa Nacional (MDN) de que a Renamo recruta jovens para engrossar as suas fileiras com o móbil que aquartelá-los, Mazanga preferiu não comentar, alegadamente por se tratar de palavras de um director nacional de Política de Defesa, Cristóvão Chume.

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