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A caminho da festa do Jazz

A sectorização dos pólos de desenvolvimento já é conhecida desde que o mundo é mundo. O desenvolvimento socioeconómico tende a chegar antes no Norte e só depois no Sul.

O ponto é o seguinte: parece que a orientação da caminhada deve ser feita no sentido certo, no sentido Norte. Tome-se, então, o Norte como o ponto de referência.

Com a nossa Mãe África parece que o processo dá-se de forma inversa, pois os bons ventos sopram do Sul e o rumo tem que ser nesse sentido.

O Jazz está mesmo na senda e, sendo assim, é tempo de se aproveitar a engrenagem e concentrar as sinergias para resgatar esta forma de arte e cultura através da sua divulgação mais criteriosa.

Insistindo: há dúvidas que ainda pairam no ar, sobretudo quando estamos à porta do nosso MozzJazzFest, do tipo:

(1) Até que ponto a iniciativa poderá ser sustentável? (2) Qual é o seguimento que será dado em termos institucionais, escolas, universidades no que respeita à formação de músicos na vertente Jazzistica? (3) Quais são ou foram os critérios usados para proceder à escolha dos artistas moçambicanos que irão fazer parte da festa? (4) Como é que artistas cujos palcos principais são locais como Fama Show e companhia podem fazer parte, em massa, também dos palcos designados para aquilo que se pretenda que seja a festa do jazz? (5) Quem é que controla os Lobies deste tipo de produções? (6) Será que estas individualidades, que no final são os responsáveis por aquilo que se consome neste tipo de eventos, estão preocupadas com os critérios de escolha e de oferta que se faz?

Vulgarização da palavra Jazz foi o que de mais grave há-de ter acontecido na utilização da mesma nos últimos anos.

Acredito na existência de um grupo criterioso e rigoroso, que clama pelo Jazz, eventualmente constituído por entusiastas, apreciadores, músicos, proprietários de casas nocturnas e outros que não se revêem nesta Festa do Jazz que estará prestes a acontecer, e que, de alguma forma, terão as suas razões para tal sentimento, pois independentemente de se ter a Lizah James ou o Jimmy Dludlu, esta festa parece não se ter preocupado em trazer para o conhecimento de todos os agentes intervenientes, a sociedade, o Jazz Straight Ahead, o Jazz rigoroso, tal como os “nossos vizinhos”, mesmo aqui ao lado, como já havia mencionado, que para o Capejazzfest vão estar bem munidos de artistas do meio Jazzistico mainstrem, tendo, assim, encontrado o equilíbrio entre o popular e o clássico sem nunca perder a linha de orientação do conceito definido para o festival.

Parece que o nosso Norte é no sentido da África do Sul nos termos como a própria apresenta os conceitos das iniciativas que leva a(o) Cabo.

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