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8º Dia da greve dos profissionais de saúde: retomadas negociações mas greve continua

Retomaram nesta Terça-feira (28) as negociações entre o Ministério da Saúde e os Profissionais de Saúde moçambicanos que estão em greve há oito dias. Continua a não haver entendimento e a greve continua. As intimidações também continuam com a exoneração de grevistas e a Polícia intimou o chefe da Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos para comparecer no Comando esta Quarta-feira (29) às 8 horas.

A falta de consenso continua a dever-se a insistência do MISAU em não pretender negociar com a Associação de Médicos e a Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos (PSU) em simultâneo.

Não havendo entendimento os Profissionais de Saúde, em comunicado, informaram que “estivemos no MISAU e não houve consenso, terminamos o encontro para consertar ideias e retomamos amanhã. Insistem em separar a CPSU e AMM. A greve mantém-se.”

Entretanto e apesar dos repetidos discursos de abertura ao diálogo, nesta Terça-feira o Conselho de Ministros também reiterou a disponibilidade do Governo, os actos de intimidação multiplicam-se e já há mesmo várias retaliações a acontecer.

O Ministério da Função Pública fez circular um documento onde recorda aos funcionários púbçicos dos seus deveres e chama atenção que poderão haver sanções e/ou processos disciplinares em caso de não cumprimento ou falta aos seus deveres.

Em Ribaué, na província nortenha de Nampula, o director do Hospital Rural e a Médica Chefe Distrital foram hoje exonerados dos cargos porque aderiram à greve por melhores salários e um Estatuto mais digno para todos os médicos, enfermeiros e outros auxiliares que trabalham nos hospitais, centros de saúde e postos médicos do nosso país. A exoneração foi verbal e ambos foram ainda coagidos a abandonar as casas onde residem pelo Director Provincial de Saúde, Dr. Tonela, e pelo ex-Governador de Tete, Dr. Idelfonso.

No final da tarde desta terça-feira a polícia intimou o chefe da Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos, Adolfo Bau, para prestar declarações no Comando da cidade de Maputo nesta Quarta-feira (29) às 8 horas.

Joaquim Chissano apela ao bom senso

Ainda hoje o ex-Presidente Joaquim Chissano afirmou entender a luta dos médicos e apelou ao bom senso das partes “Eles (os médicos) são humanos e que precisam de ter eles próprios saúde espiritual e física para poder exercer bem a sua função(…) todos nós o povo e as nossas autoridades governamentais temos que fazer tudo o que é possível para poder oferecer-lhes as melhores condições de trabalho possíveis e por isso eu apoio as conversações que existem apelamos para o bom senso de ambos os lados (…) não se pode dar o que não se tem e não se pode exigir o que é impossível de obter, portanto ambos tem que ver o que é possível dar e o que é possível exigir.”

 

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