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70% de empresas industriais moçambicanas sem ligação com resultantes do IDE

Cerca de 70% de unidades industriais moçambicanas não possuem nenhuma ligação com empresas resultantes do Investimento Directo Estrangeiro (IDE) por as moçambicanas não satisfazerem exigências feitas pelas empresas de capital estrangeiro.

 

 

A situação deriva, principalmente, do facto das firmas resultantes do IDE instalarem- se em Moçambique já com a sua própria rede de fornecedores estrangeiros, “limitando os esforços de transferência de tecnologia destas empresas para as nacionais”, segundo a Associação Industrial de Moçambique (AIMO), no seu livro intitulado Competitividade Industrial em Moçambique: Contribuição da AIMO.

Esta publicação, lançada recentemente no país, pretende contribuir para a remoção de obstáculos que impedem o crescimento, desenvolvimento e aumento da competitividade industrial em Moçambique e foi compilada com base em recomendações avançadas durante vários seminários nacionais de empresários moçambicanos ligados à área industrial.

Por outro lado, o documento indica que dos cerca de 8165 milhões de dólares norte-americanos de investimento directo estrangeiro registado entre 2005 e 2009, apenas 4% do mesmo foram direccionados para a Indústria moçambicana, sinal de que “o sector industrial tem sido dos menos favorecidos na recepção de projectos do IDE”, segundo ainda a AIMO, realçando que o cenário pode “aumentar ainda mais” o problema de transferência de tecnologia para este sector.

Pressão e advocacia Como recomendações, a AIMO destaca a necessidade do fortalecimento do associativismo industrial como instrumentos de provisão de informação, partilha de custos e exercício de “pressão e advocacia” e ainda realização de acções que estimulem a formação de força de trabalho em empresas que tenham adoptado novas tecnologias, convertendo as despesas de formação em despesas fiscais para todas as empresas.

A AIMO recomenda também o melhoramento do acesso a informações sobre novas tecnologias de produção, dinâmica de mercados mundiais de tecnologia, mecanismos alternativos de financiamento e seleccionamento de melhores inovações tecnológicas do sector industrial e promoção da sua difusão em feiras ou outros eventos realizados no país.

Fazer análise crítica da actual política e estratégia industrial, promover a sua difusão em feiras e outros eventos, maior difusão dos mecanismos aprovados pelo Governo para promoção de novas tecnologias e capacitar agentes industriais de forma a melhor explorarem estes instrumentos, bem como promover a difusão de tecnologias e ligações tecnológicas entre empresas resultantes do IDE e nacionais por via de feiras constituem outras recomendações da AIMO contidas no livro Competitividade Industrial em Moçambique.

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