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7% dos estudantes de Medicina da UEM querem trabalhar em Portugal e EUA

Cerca de 7% dos 484 estudantes de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) afirmam pretender exercer a sua profissão após a formação em Portugal, Brasil e Estados Unidos da América (EUA).

Para o caso de Portugal e Brasil, a justificação tem a ver com o passado colonial de Moçambique, facto que se alia à facilidade da língua.

Publicamente nenhum dos discentes que preferem trabalhar nos EUA apontou as devidas razões, segundo resultados de uma pesquisa realizada em 2008 pelo Instituto Nacional de Saúde (INS).

Contudo, a maior percentagem (80%) afirma preferir começar a trabalhar em Moçambique, onde 12% dos mesmos discentes da Faculdade de Medicina da UEM pretendem especializar-se, enquanto grosso número elege Cuba e Portugal.

“Bons médicos”

Entretanto, 54% dos estudantes de Medicina da UEM ouvidos na mesma pesquisa acham que a formação recebida naquela faculdade garante-lhes tornarem-se “bons médicos” em qualquer parte do mundo, enquanto 29,3% acreditam que só podem ter sucesso em Moçambique e outros 15,9% no resto do continente africano.

Cirurgia, Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia são as áreas mais preferidas pelos estudantes para a sua especialização e os sectores Público (19,3%) e Privado (3,4%) os de vinculação após a formação, segundo igualmente resultados do estudo do INS que desenrolou à volta do tema: Formação Médica em Moçambique: Realidade e Expectativas.

Elevadas taxas de reprovação, falta de acesso aos manuais e outras bibliografias sobre a Saúde e de apoio financeiro aos estudantes, bem como seguimento insuficiente pelos tutores nos estágios clínicos constituem situações anómalas que levam a classe estudantil de Medicina da UEM a mostrar-se “insatisfeita” com a qualidade de ensino e com a carga horária das aulas.

O estudo foi feito em 2008 sobre todo o universo de estudantes matriculados do primeiro ao sétimo ano da Licenciatura em Medicina da Universidade Eduardo Mondlane.

Cerca de 8% dos inquiridos estavam a repetir o ano na altura do trabalho e outros 20% tinham disciplinas atrasadas, sendo a Fisiologia a mais apontada.

O estudo foi desenvolvido no quadro da estratégia governamental visando “desencorajar a emigração médica”, segundo o Instituto Nacional de Saúde do Ministério da Saúde.

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