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49 civis mortos em manifestações em Kinshasa, segundo balanço provisório da ONU

O Escritório Conjunto das Nações Unidas para os Direitos Humanos (BCNUDH) confirmou que pelo menos 49 civis teriam sido mortos a tiro, à catanada ou queimados durante as manifestações de 19 e 20 de Setembro de 2016, em Kinshasa.

Em conferência de imprensa semanal realizada esta quarta-feira, em Kinshasa, Félix Prosper Basse, porta-voz da Missão da ONU para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO), indicou que 127 pessoas teriam sido feridas por agentes da Polícia Nacional Congolesa (PNC) ou da Guarda Republicana das Forças Armadas da RD Congo (FARDC).

Por outro lado, acrescentou, 299 pessoas entre membros de partidos políticos, jornalistas e defensores dos direitos humanos teriam sido detidas pelos mesmos agentes, e das quais 54 “já foram ouvidas e condenadas a três anos de prisão por saque e destruição de bens”.

Os bastiões de vários partidos, da oposição e da maioria, bem como vários edifícios públicos tais como tribunais e comissariados foram saqueados e/ou destruídos.

A Congregação das Forças para a Mudança, uma plataforma que agrupa os partidos da oposição refratária ao diálogo convocado pelo Presidente congolês, Joseph Kabila, sob a mediação do facilitador Edem Kodjo, organizou, a 19 de Setembro corrente, uma marcha que degenerou em confrontos entre os manifestantes e as forças da ordem.

Esta franja da oposição apelou, no mesmo dia, para uma marcha com o objectivo de protestar contra a não convocação das eleições presidenciais na data convencional na RDC.

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