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27 Empresas pesquisam diamantes no país

Um total de 27 empresas estão, actualmente, a fazer prospecção e pesquisa de diamantes em Moçambique, anunciou a ministra dos recursos minerais, Esperança Bias. Este grupo de empresas detém 40 licenças de prospecção e pesquisa nas províncias de Niassa, Sofala, Manica, Inhambane, Gaza e Maputo, disse a ministra, que falava à jornalistas na passada sexta-feira, em Maputo, à margem de uma reunião com os titulares de licenças de prospecção e pesquisa de diamantes, que teve lugar à porta fechada.

“Algumas empresas já foram ao terreno e recolheram algumas amostras. Outras estão a recolher informações para se fazerem ao terreno” explicou, para de seguida acrescentar que os trabalhos ainda estão numa fase inicial. A actividade de pesquisa deste recurso em Moçambique começou a ganhar um maior ímpeto há cerca de cinco anos, embora no passado tenham sido realizadas pesquisas no distrito de Chicualacuala, na província meridional de Gaza, bem como província do Niassa, esta última localizada na região norte de Moçambique. As pesquisas realizadas em Chicualacuala mostraram a ocorrência de diamantes, porém, não adequados para a sua exploração. “Em Chicualacuala, o diamante encontrado não era adequado para iniciar uma actividade de exploração, mas estamos encorajados porque nesta área mineira um recurso pode não ser viável hoje, mas sim daqui a seis anos. A sua viabilidade e’ em função da tecnologia e do mercado”, disse.

A ministra sublinhou que “ainda não existe diamante lapidável extraído em Moçambique”. Entre as empresas que detêm licenças destacam-se a Save, M’panda Limitada, Preciosa – Sociedade de Exploração de Gemas e de Pedras Preciosas Limitada, Geominas, Monte Binga, Manica Land Mining Limitada, SIVAS, Metalmoz, Zamex, bem como cidadãos de nome Amílcar Octávio Paulo e Francisco Henrique Saraiva, outras.

De acordo com Geraldo Valoi, director nacional adjunto de minas, das 27 empresas licenciadas, apenas quatro apresentaram relatórios de actividades, razão pela qual escasseiam informações sobre as actividades em curso no terreno. As quatro que apresentam os relatórios são a Metalmoz, Monte Binga, Zamex e Francisco Henrique Saraiva. Estas já se encontram com actividades no terreno. “Francisco Henrique Saraiva já fez a colecta de amostras que enviou para análises na África do Sul. A Metalmoz e Monte Binga fizeram o reconhecimento da geologia local, estudos cartográficos, amostragem geofísica e colecta de amostras. Enquanto isso, a Zamex fez a confrontação de dados e a localização da área mineralizada” revelou.

A apetência na pesquisa de diamantes em Moçambique é resultado do trabalho de promoção da estrutura geológica de Moçambique a nível internacional. Por outro lado, após a assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992, e publicação da lei de minas no mesmo ano, o país abriu as portas para novos investimentos no sector, tendo sido criado um mapa que apresenta a estrutura geológica do país, facilitando a localização dos minerais.

Nesse contexto, foram surgindo vários interesses na exploração de recursos minerais, razão pela qual várias empresas estão neste momento a fazer prospecção e pesquisa de vários minérios, entre os quais diamantes. Este tipo de trabalho leva no mínimo cinco anos, mas devido à factores não devidamente explicados, reina uma incerteza sobre o horizonte temporal necessário para confirmar a existência de diamantes lapidáveis no território moçambicano.

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