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2013 em Retrospectiva: mês de Abril

2013 em Retrospectiva: mês de Abril

Para o mês de Abril em retrospectiva apura-se o retorno do cinema africano a Maputo, o possivel fim do ciclo “culé” e início da era Bayern de Munique, o braço-de-ferro entre o MITRAB e os clubes que paralisou o Moçambola, a derrocada trágica no Bangladesh e o bloqueio do acesso à mina da Vale em Tete pelos oleiros.

Cinema africano retorna a Maputo

Na noite de quinta-feira, 11 de Abril, no Teatro Avenida, a cidade de Maputo acolheu o início da Primeira Semana de Cinema Africano. “Há mais de 20/25 anos que os moçambicanos não vêem obras do cinema africano”, comenta o director do festival, João Ribeiro, que acrescenta que “esta é uma oportunidade única para ‘se ver’ as histórias africanas”. Na área da ficção, a nova longa- -metragem de Licínio Azevedo, Virgem Margarida, é o filme de estreia.

Agindo contra uma estrutura sociopolítica e económica que pouco favorece a realização de eventos desta natureza, no país, uma equipa de vários actores da área cultural (constituída por João Ribeiro, Üte Fendler, Diana Manhiça, Magda Burity, Mickey Fonseca, Miguel Prista, Quito Tembe e Iva Portugal) decidiu realizar, entre os dias 11 e 18 de Abril, a Primeira Semana de Cinema Africano de Maputo.

Ao romper com as barreiras que existem no sector, o evento gerou uma dinâmica diferente no sector cinematográfico na cidade de Maputo, oferecendo obras de autores africanos.

O fim do ciclo “culé” e início da era Bayern de Munique?

O Barça despediu-se da “Champions” com o agregado mais desnivelado de sempre. À goleada de 4 a 0 em Munique, o Bayern juntou uma vitória por 3 a 0 em pleno Camp Nou.

Se este é um “fim do ciclo” do Barcelona, então está aberta uma nova era de domínio do Bayern Munique. Os pupilos de Jupp Heynckes foram implacáveis em Camp Nou: seguríssimos a defender, sempre coesos no meio-campo e mortíferos a finalizar. Os 90 minutos foram um tormento para um Barça que nunca conseguiu reentrar na discussão da eliminatória, até porque Lionel Messi não saiu do banco de suplentes por problemas físicos.

Mas o jogo transmitiu sempre a ideia de que nem com o melhor Messi o Barça travaria este Bayern. Os catalães já não sofriam sete golos numa eliminatória europeia há 51 anos (Valência, na Taça das Cidades com Feira) e foram mesmo afastados com o maior agregado de sempre. Robben, Piqué (na própria baliza) e Mu?ller fizeram os golos dos bávaros numa segunda parte que voltou a demonstrar que, entre os dois FCB que se defrontaram, talvez não seja o Bayern a equipa que mais precisa de Pep Guardiola.

Braço-de-ferro entre o MITRAB e os clubes paralisa o Moçambola

Os clubes que disputam o Campeonato Nacional de Futebol decidiram paralisar a competição em virtude de o Ministério de Trabalho ter detectado irregularidades na contratação de treinadores e jogadores estrangeiros.

Foi uma decisão histórica tomada por 13 clubes que disputam o Moçambola, reprovada unicamente pelo HCB de Songo, que surgiu em reposta ao despacho da ministra do Trabalho, Helena Taipo, que determinou que são “trabalhadores ilegais” todos os treinadores e jogadores estrangeiros ao serviço dos clubes que militam nesta competição.

E vendo-se pressionada, até porque a 15ª jornada não foi disputada, Helena Taipo decidiu conceder uma moratória de trinta dias e mais tarde até o dia 31 de Dezembro aos clubes para que possam regularizar a situação, uma reversão que fez com que a competição voltasse à sua normalidade.

Derrocada trágica no Bangladesh

Pelo menos 238 pessoas morreram na derrocada de um prédio onde funcionavam fábricas subcontratadas por marcas ocidentais como a espanhola Mango e a irlandesa Primark em Dacca, Bangladesh. Foi o pior acidente industrial num país onde estes incidentes são demasiado comuns. A derrocada relançou o debate sobre a segurança e as condições de trabalho nas fábricas que fornecem estas marcas.

No dia seguinte ao desastre, socorristas e militares tentavam encontrar sobreviventes nos destroços. A dada altura, anunciaram o resgate de 40 pessoas num quarto que tinha ficado mais ou menos intacto dos escombros. A multidão que se juntou aos esforços de salvamento lançou num enorme aplauso.

Entre o ruído das retroescavadoras, ouviam-se súplicas de sobreviventes sob os escombros. Um fotógrafo da Associated Press contou que ouviu palavras desesperadas como: “Salva-nos irmão, por favor, salva-nos. Quero viver. É tão mau estar aqui. Tenho dois filhos.”

Oleiros bloqueiam acesso à mina da Vale em Tete

Mais de 500 pessoas, na sua maioria jovens oleiros reassentados em Cateme, 25 de Setembro e residentes do bairro 4, na região de Nthibu, bloquearam os acessos à mina de carvão da empresa brasileira Vale Moçambique, no distrito de Moatize, na província de Tete.

O grupo exigia as suas compensações num valor remanescente estimado em 90 e 120 mil meticais acordados com a firma aquando do reassentamento depois de retirado das terras onde, além de residências, obtinha os meios de sobrevivência tais como a fabricação de tijolos com base na argila.

Entretanto, o Governo sempre “escondeu” os processos sobre este assunto e, durante as negociações, alegou que em vez de 120 mil meticais, 90 mil meticais eram suficientes para cada cidadão, porém, a mineradora pagou abaixo deste valor. Os oleiros pediram para falar com a Vale mas ninguém se predispôs a dialogar, tendo o grupo paralisado as operações da mina e impedido a saída de um carregamento de carvão para o porto da Beira. Algumas pessoas foram detidas.

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