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1ª pedra para reabilitação da EN1 troço Xai-Xai- Chissibuca

O Ministro moçambicano das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias, lançou hoje a primeira pedra para a reabilitação da Estrada Nacional Número Um (EN1) no troço que se estende entre Xai-Xai, província de Gaza, e Chissibuca, Inhambane, num percurso de 96 quilómetros.

Estas obras irão aliviar os utentes do sofrimento vivido quando se atravessa o troço, que não é reabilitado desde 2004, somente beneficiado de pequenas obras de emergência para permitir a transitabilidade ás viaturas.

Falando na ocasião, Zacarias disse que esta obra está orçada em cerca de 54 milhões de dólares norte-americanos desembolsados pelo Governo moçambicano (que comparticipa com 20 por cento do valor) e pelo Banco Mundial, através da Associação para o Desenvolvimento Internacional (IDA). “A nova estrada será mais larga do que a que temos hoje, com 9,8 metros (contra os actuais sete metros), incluindo 1,5 metros de largura da berma em cada lado da faixa de rodagem”, disse o Ministro, que na altura do lançamento da primeira pedra se fazia acompanhar pelo Governador de Gaza, Raimundo Diomba, e por Maria Rico, representante do Governador da província de Inhambane, Itai Meque.

Segundo Zacarias, a realização deste trabalho representa o cumprimento do plano quinquenal do Governo (2004- 2009) de reabilitar a EN1, de que o troço Xai-Xai-Chissibuca faz parte. Este troço devia ter sido reabilitado há muito tempo. Uma das vezes as obras não iniciaram porque quando o Governo entregou os cadernos de encargo ao empreiteiro o custo da obra havia subido, na sequência da crise financeira internacional, tendo sido necessária uma nova negociação com o financiador.

O empreiteiro, a empresa chinesa CHICO (China Henan International Coorporative Group-CO) que foi responsável pela construção da Ponte de Moamba, província de Maputo, tem a responsabilidade de concluir as obras até finais de Janeiro de 2010.

Os governantes apelaram a esta empresa para cumprir os prazos contratuais. Felício Zacarias disse ate esperar que a empresa termine as obras antes do prazo acordado, tal como o fizeram na Moamba, onde entregaram a ponte com três meses de antecedência, Ainda na sua intervenção, o Ministro das Obras Públicas advertiu as comunidades próximas do troço para estarem preparadas a trabalhar de forma harmoniosa com o empreiteiro. Ele lembrou que, geralmente, os empreiteiros chineses trabalham longas horas durante o dia, realidade não habitual em Moçambique, havendo por isso a necessidade de uma boa colaboração entre o empregador e os trabalhadores.

Aliás, na sua intervenção, o Governador da província de Gaza aconselhou aos trabalhadores a procurarem formas legais de resolver os possíveis problemas que resultem do seu relacionamento com o empreiteiro. “Nós temos a responsabilidade de garantir que o trabalho ande. Não optarmos pela greve como forma de resolver os problemas.

Qualquer paralisação das obras vai constituir um atraso da província de Gaza (que alberga 76 quilómetros do troço) e Inhambane por causa da acção de uma única pessoa”, referiu ele. Entretanto, no local já há relatos sobre a ocorrência de casos de agressão dos trabalhadores moçambicanos pelos chineses, mas o empreiteiro não confirmou esta informação.

Consta que a empresa CHICO já mobilizou o equipamento necessário para o trabalho, tendo-o colocado em dois estaleiros, um erguido em Chonguene e outro em Chidenguele. Em contacto com a AIM, a representante da CHICO em Moçambique, Lin Ming, disse que o trabalho já iniciou com a reabilitação da estrada para permitir a sua boa transitabilidade enquanto decorrem as obras.

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