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12,5% da produção de vinho comprometidos no Chile

As adegas do Chile – 70% delas ficam na região afeCtada pelo terremoto de sábado passado – sofreram danos que comprometem 12,5% da produção actual de vinho, em pleno período de colheita, informou na quarta-feira a corporação “Vinos de Chile”.

“Pudemos quantificar a perda em 125 milhões de litros, o equivalente a 250 milhões de dólares; mas, se comparada à abundante colheita de 2009 (1 bilhão de litros), a perda equivale a apenas 12,5% dela”, detalhou o presidente da entidade, René Merino. “Vinos de Chile” – uma entidade privada que reúne 92% das videiras do país – precisou em comunicado, no entanto, que o dano ainda não foi totalmente estabelecido. Merino afirmou que quatro dias depois do sismo, o trabalho produtivo já foi retomado em vários locais, enquanto outros estão em processo de fazê-lo: “As cadeias de engarrafamento foram poupadas e estão em operação”.

O terremoto de 8,8 graus que abalou o país, e que deixou um número preliminar de 800 mortos, aconteceu no começo da colheita. “Muitos produtores, no entanto, estão iniciando a vindima, o que foi favorecido pelo fato de a uva ter sofrido um atraso em sua maturação, em relação a outros anos, em diferentes vales”, disse o vice-presidente da Corporação Chilena do Vinho, Eduardo Silva. Segundo Merino, na verdade, grandes volumes da produção não serão afetados. Por sua vez, o gerente geral da Corporação Chilena do Vinho, Antonio Larraín, descartou a possibilidade de desabastecimento das exportações de vinho – 600 milhões de litros.

O gerente agrícola da Vinha Emiliana, José Guilisasti, contou que “das quatro adegas que possuímos, apenas uma apresentou complicações, a de (vale de) Colchagua, onde foi rompido um dos tanques”. Merino descartou que Concha y Toro – o principal exportador da América Latina, com presença em mais de 130 países – tivesse sofrido perda de 40 milhões de litros: “foi muito menor que isso. Mas, obviamente, os prejuízos são proporcionais aos tamanhos de cada companhia”.

Segundo cifras da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), de 2009, o Chile é o nono produtor mundial, atrás de França, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Portugal, Argentina, Austrália e África do Sul, com uma produção de 8,8 milhões de hectolitros por ano.

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