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Xiconhoquices da semana: Produtos deterioram-se no Zimpeto; Contra-informação; Falta de água em Nampula

Xiconhoquices da semana: Funcionários públicos obrigados a participar na campanha eleitoral; Falta..

Os nossos leitores destacaram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

1. Produtos deterioram-se no Zimpeto

O sabedoria popular diz que comida não se deita fora. No Zimpeto aconteceu o contrário. Quantidades ainda não especificadas de diversos produtos frescos, com maior destaque para o tomate e a batata, apodreceram por ausência de compradores. Não faltou, na verdade, dinheiro, houve, isso sim, ambição desmedida dos revendedores.

Os preços dispararam em flecha e obrigaram os moçambicanos a comprar bem menos. Contudo, os importadores negam o facto e dizem que houve maior oferta do que procura.

Um saco de batata, por exemplo, que numa época normal era comercializado a 180 meticais, disparou para 280 a 300 meticais, mesmo sabendo-se que havia uma grande disponibilidade durante a semana festiva. Esta situação foi um tiro no pé dos próprios importadores que hoje estão com a calculadora na mão a somar prejuízos.

Para já, ainda não foi possível apurar as perdas na globalidade. Cada importador fala em particular das suas. O certo é que são avultadas.

Um dos importadores que aceitou falar aos órgãos de informação fez saber que eles compraram tomate a 160 meticais por cada caixa, ao fornecedor. Mas na revenda foram obrigados a baixar o preço para menos de metade.

Quando os importadores perceberam que podiam perder os produtos optaram por baixar os preços. Uma estratégia para minimizar o prejuízo. Nem sempre o especulador sai a ganhar, e os males são distribuídos pelas aldeias. Como, agora, ficou mais do que provado.

2. Contra-informação

No primeiro dia da greve dos médicos os órgãos de comunicação públicos desencadearam uma campanha de desinformação. Ou seja, veicularam notícias dando conta de que a greve convocada pela Associação Moçambicana de Médicos tinha fracassado. A Rádio Moçambique (RM), a Televisão de Moçambique (TVM) e o Jornal Notícias prestaram um mau serviço ao público.

“O Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade hospitalar do país, garante que os cuidados aos doentes não sofrerão nenhuma paralisação, mesmo perante a ausência de alguns médicos que não compareceram ao trabalho, justamente no dia em que a Associação dos Médicos de Moçambique (AMM) anunciou o início da greve, à escala nacional”, escreveu a RM.

Por outro lado, a TVM anunciava uma greve malsucedida e sem adesão da classe médica. O resultado dessa Xiconhoquice, protagonizada por órgãos que deviam servir o cidadão, foi a concentração de pouco mais de 140 médicos em frente ao Centro de Conferências Joaquim Chissano.

Na terça-feira, dia 8 de Janeiro, aqueles profissionais da Saúde abandonaram a praia da Costa do Sol mal viram uma equipa da Televisão de Moçambique.

3. Falta de água em Nampula

Em Nampula, particularmente na capital provincial, parte significativa dos seus habitantes passou a festa do Natal sem água, facto que ficou a dever- -se às restrições que se verificam há mais de uma semana no seu abastecimento pela empresa do ramo, que no entanto não apresenta qualquer justificação dos reais motivos.

Os constrangimentos fizeram-se sentir um pouco por toda a cidade, com alguma incidência na zona de cimento e bairros periféricos.

Todas as expectativas de que a chuva que tem caído nos últimos dias viria a fazer face ao rebaixamento do volume de água na albufeira que abastece a cidade de Nampula goraram-se.

O mais agravante, conforme está dito, é que a empresa, neste caso o FIPAG, que abastece o precioso líquido àquela cidade, não dá explicações aos seus clientes sobre o que poderá estar por detrás das restrições, razão por que recorremos à Delegação Provincial da Inspecção Nacional das Actividades Económicas em Nampula.

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