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Xiconhoquices da semana: Ministros em conflitos de interesses; Raptos; Diálogo

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes xiconhoquices na semana finda:

Ministros em conflitos de interesses

O nível de promiscuidade dos nossos governantes é deveras preocupante. A grande parte dos ministros e vice-ministros do executivo de Filipe Nyusi tem interesses empresariais em diversos sectores da actividade económica. Por exemplo, o novo ministro dos Transportes e Comunicaçõe, Carlos Mesquita, detém participações em várias empresas ligadas ao sector que dirige, designadamente na Cornelder Quelimane SARL, na Multisserviços Limitada, na Danmo Service System Limitada, e na Transportes Carlos Mesquita Limitada. O ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, é sócio maioritário do grupo Insitec, que detém participações em companhias que actuam nos mais diversos ramos de actividade económica do país. Não há dúvidas de que os interesses pessoais estarão acima dos interesses do povo.

Raptos

Quando o problema de raptos parecia ultrapassado, os sequestradores voltaram a entrar em acção, mais uma vez colocando a nu a inoperância da Polícia da República de Moçambique. O primeiro caso do ano deu-se no dia 27 de Janeiro último, tendo sido raptado um cidadão de ascendência asiática, que responde pelo nome de Munir Valy, de 36 anos de idade, quando saía da sua viatura para o seu local de trabalho, na Avenida Karl Marx, na capital moçambicana. Ou seja, os sequestradores voltaram a passear a sua classe serenamente nas suas acções macabras, tirando o sono aos moçambicanos. Sem dúvidas, continuarão desconhecidos os autores de acto, à semealhança de muitos outros casos.

Diálogo

Isso já se parece mais com um clube de amigos que se encontram, uma vez a outra, para tomar café e colocar a conversa em dia, pois não se sabe ao certo o que se anda a negociar entre a Renamo e o Governo da Frelimo. Na verdade, os pontos levados a diálogo pareciam todos resolvidos. Mas, desta vez, as delegações negociais mantiveram o braço-de-ferro no debate relacionado com o desarmamento e a integração dos homens armados da Renamo nas Forças Armadas de Defesa e Segurança. O partido de Afonso Dhlakama insiste na aprovação prévia do modelo de integração dos seus homens armados residuais como condição para entregar as suas listas. A delegação do Governo defende que a direcção e a chefia no sistema moçambicano têm como base o princípio da meritocracia. Quando é que termina este teatro?

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