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Xiconhoquices da semana: Gestão da seca em Gaza; Empate que permitiu título do Ferroviário de Maputo; Confrontos entre Governo e Renamo

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Gestão da seca em Gaza

É preocupante a maneira como o Governo lida com as calamidades naturais que assolam quase todos os anos algumas regiões do país. Cerca de 71 mil pessoas continuam a enfrentar uma grave situação da seca em Gaza. É um problema cíclico, mas o Executivo moçambicano continua a cruzar os braços numa clara manifestação de que a questão não lhe diz respeito. A título de exemplo, desde o princípio do mês de Setembro, os residentes de Machaíla, uma remota localidade do distrito de Chigubo, na província de Gaza, sentem na pele o drama da seca. Na semana passada, pela primeira vez, as autoridades governamentais enviaram um camião cisterna que abasteceu o tanque local o que deu para mais ou menos dois bidões de 20 litros por família. Quanta falta de sensibilidade!

Empate que permitiu título do Ferroviário de Maputo

É vergonhoso o que se assistiu na última jornada do Campeonato Nacional de Futebol, vulgo Moçambola, que tornou o Clube Ferroviário de Maputo vencedor da prova. Em Chibuto, o Costa do Sol, apesar da derrotada tangencial, era o campeão nacional, mas ainda havia mais de cinco minutos para jogar no estádio 25 de Junho em Nampula, onde o Ferroviário de Nampula vencia o seu homónimo de Maputo. Misteriosamente, os locomotivas da capital conseguiram ganhar uma grande penalidade, que Lewis transformou em golo, empatando a partida e garantindo o décimo título dos locomotivas de Maputo. Ou seja, o Ferroviário de Maputo conquistou o Moçambola com pouca verdade desportiva. São situações dessa natureza que mancham o nosso futebol.

Confrontos entre Governo e Renamo

Na há dúvidas de que o país está a atravessar um conflito armado sem precedentes, não obstante as autoridades governamentais continuarem a afirmar que se trata de incidentes isolados. Quase todos os dias chegam-nos notícias de confrontos na região centro do país, especificamente nas províncias da Zambézia, Tete e Manica. As últimas informações dão conta de que a situação tende a piorar. No final do mês passado (Outubro), foram registados alguns confrontos opondo as forças militares do Governo à Renamo, tendo resultado em mortos e feridos, no posto administrativo de Sabe, no distrito de Morrumbala, na Zambézia. É deveras lamentável que se continue a escamotear essa Xiconhoquice.

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