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Xiconhoquices da semana: Endividamento Interno; Cidadãos que dificultaram ou recusaram ser recenseados; Aumento do preço da electricidade

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Endividamento Interno

É deveras preocupante o nível do endividamento público interno do país. Tudo indica que a economia do país caminha a passos largos para o abismo, uma vez que a cada dia que passa o Governo da Frelimo tem vindo a aumentar a divída pública interna. Recentemente, num comunicado, o Banco de Moçambique (BM) veio a público reconhecer que o nível de endividamento público interno mantém-se elevado e representa um factor de risco para as projecções de inflação. Essa situação é assustadora, pois não é conhecida a sustentabilidade da Dívida Pública Interna. Em apenas dois anos, o Governo de Filipe Nyusi fez crescer a Dívida Pública Interna em mais de mil por cento, de 69,2 milhões de meticais em 2015 disparou para 97,7 biliões de meticais em Junho de 2017. Numa demonstração de pura Xiconhoquice, o Executivo tem estado a pagá-la através da contratação de nova dívida. Com essa situação, não há dúvidas que as condições de vida dos moçambicanos tenderão a piorar mais do que já está.

Cidadãos que dificultaram ou recusaram ser recenseados

Alguns indivíduos que tomaram atitudes bastante reprováveis diante das brigadas do recenseamento geral da população e habitação (CENSO 2017). É de lei de que todas as pessoas abrangidas pelo Recenseamento são obrigadas a responder aos respectivos Boletins de Recenseamento fornecendo, com verdade, os dados estatísticos que lhes forem solicitados nos termos da lei. Porém, há pacóvios que julgam ser os mais inteligentes do país, inviabilizando o processo que visa saber o número de habitantes no país. É, por exemplo, o caso de um indivíduo que negou que a sua família fosse recenseada e pôs-se a disparar, indiscriminadamente, contra os recenseadores, como forma de escorraçá-los da sua residência, na capital moçambicana, facto que levou à sua detenção. Esse sujeito não só devia ser detido, deveria ter sido colocado uma camisa de força, pela tamanha Xiconhoquice que cometeu.

Aumento do preço da electricidade

É revoltante quando uma instituição pública preocupa-se mais com maximizar os lucros, em detrimento de oferecer serviços de qualidade aos moçambicanos. É o caso da Electricidade de Moçambique (EDM) que, pelo terceiro ano consecutivo, voltou a aumentar o custo da energia para os moçambicanos, mais de 2 meticais por cada Quilowatt-hora (kWh). Para justificar essa Xiconhoquice, a EDM que tem de comprar energia mais cara às centrais privadas de energia a quem deve mais de 10,5 biliões de meticais, não obstante a Cahora Bassa ser “nossa”. O mais caricato a tarifa considerada social para os mais pobres só beneficia cerca de cinco mil clientes e, como se não bastasse, os agricultores também não usam a tarifa reduzida que lhes é destinada. Quanta Xiconhoquice!

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