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Xiconhoquices da semana: Detenção de jornalista em Sofala; Professores sem salários há 2 meses; Diálogo

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Detenção de jornalista em Sofala

Continuamos a assistir impávidos e serenos a grotesca violação de liberdade de imprensa. O péssimo exemplo vem do centro do país, concretamente na província de Sofala. O jornalista Arcénio Sebastião, correspondente da DW África, encontra-se detido há um mês acusado de injúria e difamação pela Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito do Dondo. Trata-se, na verdade, de um caso estranho e inédito, até porque não se sabe ao certo as razões por detrás dessa detenção ilegal. Aliás, é a primeira vez que alguém é detido acusado de difamação e permanece encarcerado. A Polícia, na sua habitual ignorância e prepotência, recusou prestar quaisquer declarações sobre o caso, limitando-se a dizer que o processo está nas mãos do Tribunal daquele distrito. Até quando continuaremos a assistir essa grotesca violação dos direitos humanos e a manifestação de abuso de autoridade?

Professores sem salários há 2 meses

A classe de profissionais mais sacrificada do país está a ser privada de um dos seus direitos fundamentais. Ou seja, pelo menos uma centena de professores do ensino primário e secundário não recebem os seus salários mensais há dois meses na província de Inhambane. Isso é algo bastante vergonhosa, sobretudo tratando-se de uma classe ganha os salários mais baixos. E, depois, surpreendemos quando, no fim do ano, o aproveitamento pedagógico dos alunos é deveras lastimável. Sem remuneração, numa altura em que o país assiste a escalada de preços dos produtos e primeira necessidade, não se pode esperar que os professores tenham bom desempenho. Se com o salário em dia a situação era de lamentar, imaginemos agora.

Diálogo

O diálogo entre os mediadores e a Comissão Mista que está a preparar um encontro ao mais alto nível entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, já começa a cheirar a trapaça. Em Outubro último, o diálogo foi suspenso, sem mais uma vez trazer resultados palpáveis. Tudo indica que os trabalhos serão retomados a 10 de Novembro, segundo informou no mês passado, em comunicado, mediadores internacionais que procuram buscar entendimento entre o Governo e a Renamo. O tempo vai passando e a situação permanece na mesma: nem água vai nem água vem. A impressão que fica é de que esse grupo de indivíduo está testar a paciência dos moçambicanos que se vem obrigados a abandonar as suas habitações devido ao conflito armado. Até quando essa Xiconhoquice!?

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