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Xiconhoquices da semana: acabar com a lavagem de carros nas vias de Maputo; Encontro de jovens com candidato da Frelimo; Detenção de António Muchanga

Xiconhoquices da semana: Funcionários públicos obrigados a participar na campanha eleitoral; Falta..

Os nossos leitores elegeram as seguintes xiconhoquices na semana finda:

Decisão de acabar com a lavagem de carros nas vias de Maputo

Há dias, o Município de Maputo anunciou publicamente que a lavagem de viaturas na via pública passa a ser punida nos termos da Postura Camarária em vigor com vista a minimizar a danificação do asfalto e de passeios devido à acumulação de águas e detergentes usados na limpeza de carros. Entretanto, os nossos leitores não gostaram da notícia e votaram na sua máxima força repudiando a decisão ora tomada pela edilidade.

Eles consideram que o que pelouro de David Simango pretende fazer é uma xiconhoquice do tamanho do mundo porque os jovens que lavam veículos em diferentes artérias da urbe sobrevivem com recurso a essas actividades. Os leitores gostariam de saber se o município tem ou não vagas para os jovens que serão arrastados para o desemprego.

O conselho deixado pelos nossos leitores para a edilidade é o de que ela direccione as suas campanhas de sensibilização sobre essa matéria para garantir que a cidade esteja sempre limpa. Aliás, eles defendem que as penalizações devido à lavagem de carros constituem uma grande xiconhoquice porque as multas cobradas são aplicadas em acções que não visam melhorar a vida dos munícipes.

Encontro de jovens com candidato da Frelimo

O candidato do partido Frelimo às eleições presidenciais de 15 de Outubro, Filipe Nyusi, foi recebido no pavilhão do Maxaquene por milhares de jovens, supostamente para discutir os problemas que afligem a juventude moçambicana.

Os nossos leitores querem que se identifiquem esses milhares de pessoas de cidadãos que abarrotaram aquelas instalações para ouvirem as mesmas promessas do passado. O debate ora havido, segundo os citadinos que nos lêem, não terá nenhum efeito porque basta Nyusi ascender ao poder para esquecer tudo o que prometeu.

“E por que motivo só se lembram de nós os jovens quando é tempo de eleições?”, eis a pergunta de um dos compatriotas, segundo o qual o evento só serviu para o candidato vender o seu peixe de forma fácil.

Aliás, os jovens que apresentaram como principais preocupações o acesso à habitação, ao emprego digno e à formação profissional, que rezem para que sejam abençoados e vejam tudo isso concretizado.

Àqueles que se deixaram enganar com as palavras do camarada Nyusi, segundo as quais a juventude está no seu coração, o tempo irá encarregar-se de lhes provar o contrário, sobretudo se, porventura, for eleito para o cargo de mais alto dirigente da nação.

De que todos juntos vamos trabalhar para construir o país não há dúvidas, porém, há gente que está interessada em comer à medida grande e a enriquecer ilicitamente. Que Nyusi não caia nesta xiconhoquice.

Detenção de António Muchanga

Há indivíduos agastados com a detenção de António Muchanga, membro do Conselho do Estado e porte-parole do líder da Reanamo Afonso Dhlakama, à saída da Presidência da República, local onde decorreu o encontro. A prisão é uma grande xiconhoquice, na óptica dos nossos leitores, porque não faz sentido por causa da instabilidade que caracteriza o país.

Não se percebe por que motivo o Presidente da República, Armando Guebuza, e o exonerado Procurador- Geral da República (PGR), Augusto Paulino, montaram uma armadilha para deter o homem.

“Será já proibido falar livremente neste país? Estamos com medo de um dia não termos direito a emitir as nossas opiniões por causa da repressão”, lamentaram os leitores que votaram nesta xiconhoquice e afirmaram que, em vez de analisar a situação político-militar do país como estava programado, alguém tenha decido mudar a agenda para retirar a imunidade de Muchanga a fim de ser detido.

Não restam dúvidas de que a Frelimo influenciou essa situação até porque o Presidente da República é, também, presidente do partido. Eles tinham que transformar o Conselho de Estado num fórum para debater a cessação da imunidade de Muchanga quando o país está a arder no centro? E como fica o povo que está a morrer todos os dias em Muxúnguè já que nesse tal Conselho não houve nada de especial?

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