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Xiconhoquices da semana: Insegurança nas travessias marítimas; Medidas de contenção; Revisão pontual da Constituição

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Insegurança nas travessias marítimas

É deveras preocupante a indiferença das autoridades moçambicanas em relação as condições em que são transportados os moçambicanos. Todos os anos são reportados naufrágios devido à insegurança nas travessias marítimas em quase todo o país. O caso mais recente de desleixo por parte do Governo sucedeu-se na província da Zambézia, onde um naufrágio ocorrido no rio Chipaca deixou pelo menos quatro pessoas desaparecidas. É desumano a forma como os moçambicanos são transportados via marítima. Quase todos os dias homens e mulheres são submetidos a um calvário no qual não sabem se chegam ou não na outra margem. O mais revoltante é que essa situação de insegurança acontece enquanto barcos das fálidas EMATUM e Proindicus estão a enferrujar.

Medidas de contenção

O Governo da Frelimo adora passar atestado de estupidez aos moçambicanos. Numa clara demonstração de desrespeito a dignidade da população, os Dirigentes, Governantes e Funcionários do Estado no activo não serão afectados pelas medidas de contenção de despesa pública salvo nos limites impostos para o arrendamento de imóveis para habitação, combustível e comunicações. Ou seja, o povo que já sofre com a crise provocada pelo Governo da Frelimo será orbigado a apertar o cinto mais do que já está. O pior é que o @Verdade descobriu que nem todas as viaturas adquiridas pelo Estado passarão a ter limite de cilindrarem e as “Despesas com Pessoal” aumentaram mais de 14 biliões no Orçamento do Estado. É caso para dizer a população vai continuar a sofrer para alimentar os caprichos de um bando de improdutivos. Quanta Xiconhoquice!

Revisão pontual da Constituição

Sem dúvidas, os moçambicanos assistem impávidos e serenos a implantação de um Estado ditatorial, com a mexida na Constituição da República. Esta semana, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou a necessidade de uma revisão pontual da Constituição da República de Moçambique, com vista a introduzir os resultados dos consensos alcançados entre o Chefe do Estado e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Ou seja, a nossa Constituição será alterada sem referendo para acomodar os interesses pessoais e caprichos de Nyusi e Dhlakama, em detrimento das reais necessidades dos moçambicanos. Enfim, os moçambicanos vão continuar reféns dos caprichos da Frelimo e Renamo.

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