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Xiconhoca da semana: Oposição construtiva; Suzana Loforte; Amosse Macamo

Xiconhoca da semana: Mulher que trancou as filhas em casa e ateou fogo; Jorge Khalau prometeu...

Os nossos leitores elegeram os seguintes Xiconhocas na semana finda:

Oposição construtiva

A oposição construtiva é mesmo um covil de Xiconhocas, com Yacub Sibindi e Mabote à cabeça. Não é que os homens inventaram, de tão preocupados que estavam com a situação social e política do país, uma visita ao líder da oposição barricado em Sathungira. Cidadãos exemplares estes dois senhores e políticos engajados no bem-estar social e económico de todos os moçambicanos. Engajados uma pinóia.

Aquele gesto, digno de Xiconhocas, serviu mais para continuar a lamber de forma desalmada, despudorada e pornográfica as partes íntimas do poder. Uma oposição que se comporta como oposição e que nem luta para ter assentos parlamentares não é oposição. É uma espécie de catedral onde um Xiconhoca desempenha o papel de sacerdote na oração da sem-vergonhice.

Suzana Loforte

Suzana Loforte, como qualquer Xiconhoca, deve viver num bairro de luxo, com contas pagas, televisão por satélite e água a jorrar 25 horas sobre 24. Só por isso teve lata para afirmar que os bairros, depois da interrupção no fornecimento, seriam abastecidos por camiões cisterna. O pronunciamento Xiconhoca só tem lógica para quem despreza profundamente a pobreza dos moçambicanos e desconhece igualmente a especificidade dos bairros.

É impossível conter um incêndio no coração da periferia de Maputo quanto mais fazer chegar um camião para distribuir água pela plebe! O perigo não reside na inovação ou na evolução, o perigo nasce da boca suja dos Xiconhocas que abundam nas instituições públicas.

Amosse Macamo

O papagaio do regime. Aliás, o indivíduo que aspira ao cargo de papagaio do regime. O homem que quer chegar ao topo decidiu abrir o livro e desdobra-se em campanhas para descortinar lixo nas cidades governadas pela oposição. Isso é, diga-se, atitude de um Xiconhoca da pior espécie.

Só um Xiconhoca pode saltar o lixo da Polana Caniço, passar pela Lixeira de Hulene a transbordar da incompetência do regime que pretende pintar e ir desembocar numa cidade libertada como Quelimane. Gostaríamos de saber quanto é que um Xiconhoca ganha para abdicar do discernimento e colocar os neurónios em coma. Isso gostaríamos, sinceramente, de saber.

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