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Xiconhocas da semana: Militares que assaltam civis; Guilherme Mavila; Tudológos

Xiconhoca da semana: Mulher que trancou as filhas em casa e ateou fogo; Jorge Khalau prometeu...

Os nossos leitores elegeram os seguintes Xiconhocas na semana finda:

Militares que assaltam civis

Os nossos leitores dizem que os militares que se aproveitam da situação de instabilidade para assaltar civis são uns autênticos Xiconhocas. Não é fácil descordar. Até porque não podemos ir contra o pensamento do povo. São Xiconhocas e ponto final. Aproveitar-se dos armamentos das forças que, por obrigação, têm de defender o país para semear terror e ódio no seio da população só pode ser congeminado no esgoto da sacanice de um associação de Xiconhocas mesmo.

Contudo, um leitor atento foi mais longe e disse, para quem quis ouvir, que os maiores Xiconhocas não residem no seio dos militares. Em última análise, diz o leitor, o Xiconhoca reside no Conselho de Ministros. Ou seja, todos os indivíduos que participam naquela fantochada são os Xiconhocas que permitem que no seio do exército alguns energúmenos façam tudo para, aos nossos olhos, serem a imagem e semelhança dos donos do país.

 

Guilherme Mavila

O Xiconhoca das perninhas. Ou seja, o homem que vive à grande e à moçambicana com o dinheiro que resulta dos nossos impostos é um ex-ministro do Trabalho. Actualmente, Guilherme Mavila é o presidente do Conselho de Administração do Conselho Nacional de Electricidade (CENELEC), e presidente do Conselho do TEMA, regulador no Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM).

Recorde-se que o Xiconhoca em questão mandou, quando ministro do trabalho, o INSS subscrever cerca de 400 mil dólares no Banco de Desenvolvimento e Comércio (BDC). O presente que se deu ao nosso Xiconhoca- mór desta semana foi o cargo de administrador não executivo daquele banco quando deixou de ser ministro.

Tudológos

Tudologia é uma nova ciência que ganhou expressão – nos ecrãs das televisões nacionais – nos programas que fingem debater a situação política ou as mazelas do país. Fingem porque na verdade não debatem nada. Há, contudo, duas alas de tudológos: os primeiros defendem tudo o que o Governo faz; os segundos, ao contrário, maldizem qualquer obra do Executivo. Os primeiros são uma espécie de embaixadores de um país próspero e que violenta, com vigor, uma pobreza cada vez mais moribunda. Os segundos são mesmo apóstolos da desgraça.

Criticam tudo e mais alguma coisa. Na verdade, nas duas barricadas residem Xiconhocas. Os Xiconhocas, disse um leitor, não se conseguem livrar do conforto da miopia. Os mais nocivos ao desenvolvimento, é bom que se diga, são os primeiros. Os segundos, os tais apóstolos da desgraça, ainda que possam estar errados, não deixam o poder dormir. No entanto, não deixam de ser Xiconhocas.

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