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Xiconhoca da semana: Francisco Conde e Joaquim Zefanias; Empresas que devem INSS; António Gonçalves

Xiconhoca da semana: Mulher que trancou as filhas em casa e ateou fogo; Jorge Khalau prometeu...

Os nossos leitores elegeram os seguintes xiconhocas na semana finda:

Francisco Conde e Joaquim Zefanias

Estas duas figuras são um exemplo inequívoco de xicos-mor. Francisco Conde, secretário permanente do distrito de Barué, na provincial de Manica, e Joaquim Zefanias, administrador do mesmo ponto de Moçambique, sacaram da conta bancária da Administração do Distrito de Barué 67 mil meticais para financiar actividades eleitorais e pagar facturas do partido Frelimo.

Esta atitude extravasa o lambe-botismo e configura uma clara delapidação do erário com o objectivo de alcançar fins umbilicais. Diante deste saque consumado e premeditado, o Ministério Público deve fazer valer a sua mão dura contra os infractores sob pena de o silêncio em relação a este caso poder deixar transparecer que houve beneplácito das instituições defensoras da legalidade.

Empresas que devem o Instituto de Segurança Social

Ficámos a saber que, na semana passada, 40 empresas passaram o tempo a efectuar deduções nos vencimentos dos seus trabalhadores mas não canalizavam os montantes em causa às autoridades. As firmas visadas estão sedeadas na província de Manica e acumularam uma dívida no valor de 2.129.842,63 meticais. O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), na qualidade de único gestor deste dinheiro, notificou as companhias a canalizarem os fundos em cumprimento da legislação laboral em vigor no país.

É patético ter-se empresas que exploram os seus trabalhadores e abocanham as quantias irrisórias que estes deviam poupar para a sua reforma ou outra necessidade ao longo das suas vidas. Apesar de se saber que o INSS também usa indevidamente o dinheiro dos contribuintes, é preciso que se respeite o que a lei reza e não se prejudique o trabalhador.

António Gonçalves

O vereador de Administração e Recursos Humanos, António Gonçalves, ao serviço do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), no município de Nampula, surpreendeu meio mundo e caiu no ridículo, no domingo passando, ao mandar agredir física e psicologicamente um repórter deste meio de comunicação. Tal facto surgiu em resultado de o visado e os seus colegas terem trancado um grupo de mulheres numa sala das instalações do município, as quais exigiam uma remuneração por terem participado numa jornada de limpeza.

São impercetíveis os motivos que levaram um gestor como António a ficar despojado de palavras, pontapear os princípios do diálogo e baixar de nível a ponto de pretender medir forças com um jornalista. Será que o xico nos pode revelar o plano que tinha para aquelas senhoras a ponto de se enfurecer por causa da presença do repórter?

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