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Xiconhoca da semana: FIR em Nampula; Ya-Qub Sibindy; Carlos Jeque

Xiconhocas da semana: Lizha James; Atanásio M’Tumuke; Standard Bank

Os nossos leitores elegeram os seguintes xiconhocas na semana finda:

FIR em Nampula

A Força de Intervenção Rápida (FIR), que já é sobejamente conhecida pela sua agressividade e obediência a um certo partido político, feriu populares durante as festividades dos 50 anos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), na cidade de Nampula, na sequência de escaramuças protagonizadas por um grupo de supostos membros e simpatizantes da Frelimo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Em vez de amainar os ânimos das pessoas que se envolviam em pancadaria, a FIR pôs-se a lançar gás lacrimogêneo e a disparar balas de borracha. Por conseguinte, várias pessoas que não faziam parte do grupo daquelas que se digladiavam com o intuito de exibirem a sua pujança política num espaço inapropriado – como a Praça dos Heróis – foram parar a uma unidade sanitária ensanguentadas e feridas ligeiramente. A FIR não é apenas xico-mor, mas também reles.

Ya-Qub Sibindy

Este xico é um verdadeiro “camelão”. Ya-Qub Sibindy, segundo os nosso leitores, nunca foi um político sério. A prova disso é o facto de os seus documentos serem, constantemente, chumbados pelas autoridades que gerem os processos eleitorais no país. Nas vésperas de eleições ele cria um protagonismo barato e defende ideais que, de longe, parecem coerentes, mas na prática muda facilmente de opinião e de conduta.

Ele não é confiável. Agora decidiu unir-se à Frelimo, mas sabe-se que o seu objectivo é angariar dinheiro. Para lograr os seus intentos, Ya-Qub Sibindy defende que o candidato da Frelimo tem um manifesto eleitoral que reflecte os anseios do povo. Assim vivem os xicos. Estes enganam aqui, ali e acolá para sobreviverem. O estômago fala mais alto que a consciência e, por conseguinte, as suas acções chocam com a conduta de uma pessoa sensata.

Carlos Jeque

Depois de ter resignado da condição de membro da Frelimo, na sequência da sua exoneração do cargo de presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa pública Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Carlos Jeque decidiu filiar-se à Renamo. Este cidadão é outro xico que muda facilmente de opinião e de conduta. Não devia ser confiável.

Carlos Jeque, candidato independente, derrotado nas eleições presidenciais de 1994, já se apresentou como candidato às eleições da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), em 2011. Para os nossos leitores, este político, que foi, entre outros cargos, assessor jurídico do Banco Central, líder de um partido de oposição e analista político, tem o direito de se filiar a todos os partidos do seu agrado e estirpe, mas devia arranjar tempo para pensar no que fazer da vida.

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