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Xiconhoca da semana: Armando Guebuza; Polícia que abateu alegado criminoso em Maputo; Agostinho Mondlane

Xiconhoca da semana: Mulher que trancou as filhas em casa e ateou fogo; Jorge Khalau prometeu...

Os nossos leitores elegeram os seguintes xiconhocas na semana finda:

Armando Guebuza

Esgotadas as tentativas de definir a pobreza, na sua avaliação do estado geral da Nação, o compatriota e clarividente Amando Guebuza disse que durante os 10 anos da sua governação cumpriu a missão de luta contra a pobreza e colocou Moçambique na rota da construção do seu bem-estar. O conforto ou a comodidade a que o Presidente da República se refere deve, com certeza, existir nas suas propriedades privadas porque de lés a lés a pobreza continua apavorante.

Nos transportes, por exemplo, ele não conseguiu assegurar que os cidadãos fossem transportados em autocarros decentes. As estradas continuam uma lástima. Os “my loves” transformaram-se num problema comum devido à incapacidade dos seus sequazes. Na educação, as passagens automáticas constituem a sua marca de embrutecimento do país.

Polícia que abateu alegado criminoso em Maputo

Na semana passada, um jovem foi morto a tiro pela Polícia da República de Moçambique, em Maputo, supostamente porque pertencia a uma quadrilha de ladrões que surpreendida assaltar um cidadão na via pública. A forma macabra como o jovem foi abatido deixa transparecer que se tratou de um acto premeditado.

O xico que protagonizou tal desgraça com certeza nunca será conhecido publicamente porque goza de impunidade no seio da corporação que, antes de ter provas recorreu à imprensa para se vangloriar de ter abatido um meliante. Segundo os nossos leitores, esta situação chocante deixa cada vez mais evidências de que a Polícia está a matar e torturar pessoas com total impunidade. Tem licença para matar e a responsabilização é fraca.

Agostinho Mondlane

O ministro da Defesa Nacional, Agostinho Mondlane, não fez nenhum esforço para subir ao pódio dos xicos e receber o prémio de incompetência. Bastou dizer, à boca cheia, que, apesar do acordo de cessar-fogo chancelado no domingo passado, entre o Governo e a Renamo, não vai retirar as várias unidades militares posicionadas em locais considerados estratégicos no distrito e matas de Gorongosa, na província de Sofala, onde se ouviu mais tiros por quase dois anos.

Entretanto, Agostinho foi contrariado pelo decurso dos acontecimentos ou, talvez, pelo seu chefe, pois as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) já não vão estar em qualquer região do território nacional, a todo e qualquer momento. Estão a recolher para as zonas de origem.

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