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Vitória Diogo sobre 7 de Abril: Homem precisa também de ser emancipado

Vitória Diogo sobre 7 de Abril: Homem precisa também de ser emancipado

Fim de SemanaA ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, defendeu, esta quinta-feira, 6 de Abril, que a violência doméstica não deve ser abordada como assunto de apenas um género, mas sim por todos e para todos.

A governante defendeu esta posição no âmbito das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril, efeméride que no Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social–MITESS foi celebrada, por antecipação, com a realização de palestras sobre a violência doméstica, cancro da mama, do colo do útero e sobre a próstata.

Falando à margem do evento, Vitória Diogo começou por dizer que o Dia da Mulher Moçambicana deve ser celebrado sempre com o entendimento de que a emancipação não é apenas da mulher.

“É também do homem, porque é estando lado a lado que construímos a agenda nacional e edificamos o nosso País”, referiu.

No que compete ao tema da violência doméstica, Vitória Diogo assumiu que o mesmo é tão antigo quanto actual, mas que todavia não deve ser discutido separadamente, por homens e por mulheres.

“Temos de estar juntos. É importante juntarmos homens e mulheres. É por isso que estamos aqui, todos juntos, pois fazemos parte da família moçambicana”, defendeu.

Na mesma abordagem, a ministra referiu que “a mensagem que é transmitida, sobre a violência doméstica, é destinada a todos, sem nenhuma distinção, sabido que, apesar de sermos funcionários e trabalhadores do MITESS, somos também pessoas integradas nas comunidades e nas famílias”.

“Mas não basta apenas receber a mensagem. Temos de assumir e pôr em prática que temos de viver em paz e harmonia, cultivando sempre as boas relações entre as pessoas. Ou seja, temos de saber viver uns com os outros”, recomendou Vitória Diogo.

A ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social falou também dos casamentos prematuros, sobre os quais avançou que há um esforço nacional que visa combater esta prática que atinge sobretudo a rapariga.

“É importante que a rapariga se mantenha na escola se quiser ter igualdade de oportunidades e poder contribuir para a sociedade com o seu saber, conhecimento e trabalho”, sustentou, acrescentando que “a educação da rapariga é fundamental”.

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