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‘@Verdade Editorial: Empregado que maltrata o patrão

Numa altura em que o país atravessa um dos seus piores momentos económicos, cujo impacto reflecte-se sobremaneira na vida do cidadão comum, especialmente no prato durante o horário das refeições, o Governo da Frelimo, encabeçado pelo Presidente Nyusi, tem agido de forma terrorista (leia-se insensível), deixando o povo numa situação de total desconforto e na incerteza do que há-de comer no dia seguinte.

Quando se esperava mais consciência e sensibilidade em relação o sofrimento do povo, inesperadamente, o Executivo de Nyusi decidiu, durante o ano passado, cortar o esquelético subsídio básico de pelo menos 38 mil famílias pobres. Esta medida, vergonhosamente justificada pelos empréstimos contraídos de forma ilegal pelas empresas EMATUM, Proindicus e MAM, colocou aquele grupo de moçambicanos num desespero sem precedentes.

É dever do Estado garantir a protecção social básica do seu povo, independentemente das circunstâncias que o país enfrenta. Porém, o Governo de Nyusi propôs- -se a garantir a assistência e integração social a somente 507.902 agregados num universo de mais de 3,3 milhões de famílias em situação de pobreza extrema. Ou seja, Nyusi (que cinicamente se intitulou “empregado do povo”) e os seus títeres, sem nenhuma consulta ao povo através do Assembleia da República, decidiram cortar não só o apoio ao povo, como também reduziu o número de pessoas vulneráveis a serem apoiadas.

O que mais indigna é o facto de o Governo da Frelimo não ter feito nenhum corte em relação aos chorudos subsídios dos dirigentes, que lhes permite fazer travessuras nos grandes shoppings em Nelspruit. Os membros do Governo e os seus pares continuam a levar uma vida principesca, à custa do Estado moçambicano. Aliás, o Presidente da República é exemplo disso, pois, em nenhum momento, ele veio a público afirmar quais foram os cortes feito nas suas despesas. Continuamos a assistir as suas dispendiosas comitivas durante as suas visitas presidenciais pelo país e no estrangeiro.

Infelizmente, o povo de forma ingénua tem-lhes confiado a resolução dos seus problemas e o destino da nação. Porém, presentemente, está cada vez mais claro que os membros do Governo da Frelimo estão preocupados em ampliar os seus impérios económicos para lá do intolerável, à semelhança do que se verificou com o ministro dos Transportes e Comunicação

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