Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

‘@Verdade EDITORIAL: É preciso reflectir

O Jornal @Verdade completa, no dia 27 de Agosto em curso, mais um ano de existência. A publicação surgiu da necessidade do compromisso com a verdade e da consciência de que é necessário e primordial levar informação de qualidade e em abundância ao Moçambique excluído. Uma tarefa, diga-se, extremamente difícil num país que aprendeu, pelo contexto, a desprezar o gratuito.

Volvidos cinco anos de participação activa no dia-a-dia do povo moçambicano, os objectivos que presidiram à sua criação ainda não foram alcançados na sua plenitude. Porém, como um órgão de informação independente, o jornal tem vindo a cumprir o seu papel, levando informação a todos. Ao longo do tempo, ampliámos a sua distribuição para que cada vez mais moçambicanos possam participar no desenvolvimento do país, facto que nos coloca num lugar privilegiado no sector da comunicação social nacional.

Não existe nenhum segredo para esse êxito, pois acreditamos que ele é simplesmente o resultado de muita dedicação, profissionalismo e trabalho árduo. Não estamos a assumir que somos um caso de sucesso, pelo contrário, apenas a nossa proximidade com os leitores faz de nós uma equipa especial. Com apenas cinco anos, o @Verdade tem-se mostrado prodigiosamente o principal meio de informação de milhares de moçambicanos. Aliás, o jornal não só leva às comunidades informações, mas também aconselhamentos, lazer e ensinamentos.

Estes cinco anos não foram, de forma nenhuma, um mar de rosas. Sobrevivemos aos ataques que visavam corroer lentamente a nossa verticalidade. Perdemos publicidade e reduzimos significativamente a nossa tiragem. Isto é, de 50 mil exemplares semanais para 20 mil. Ainda assim muito acima daquilo que os outros órgãos oferecem. Vivemos durante algum tempo combalidos pela redução de exemplares que chegavam aos moçambicanos. Fomos, mais uma vez, gigantes na reacção. Retiramos os jornais do perímetro urbano e expandimos a distribuição para outros pontos do país. O que perdemos em quantidade ganhamos em qualidade e diversidade. Temos leitores em todos os cantos do país e recebemos denúncias de locais onde a imprensa tradicional nunca colocou os pés. Isso é uma vitória incomensurável.

Porém, mais do que celebrar estes cinco anos, é importante reflectir sobre aquilo que somos e em torno da missão que abraçamos de informar aos desfavorecidos, assim como é prioritário debruçarmo-nos no concernente à condição do elemento que produz aquilo que nos torna mais lidos do que qualquer outro órgão impresso deste país….

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