Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Verdade Cor de Rosa – Joyeux Anniversaire!

Verdade Cor de Rosa - Tás a ver?

Estava em Paris quando recebi um PDF com o nº 1 do Jornal @VERDADE. Anunciava que era o primeiro jornal gratuito, em Moçambique, o que me fez avaliar a informação enviada por e-mail. Habituada a ler este tipo de conceito, no metro, nos autocarros e em estações de comboio questionei-me sobre a logística destes 50 mil exemplares (número ambicioso para a nossa realidade) e lá fui “googlar” informação, para constatar a novidade. Era mesmo Verdade!

As questões técnicas foram imediatas. Quem eram os “corajosos” deste projecto, como se iria definir a linha editorial do jornal, se a aposta num formato a cores era viável, se os anunciantes estariam preparados para a mudança (no seu orçamento, principalmente) ou apenas se seria mais um flop igual a muitas publicações que temos por aí? Muitos ‘SES’ para uma pesssoa só! Regressada a Maputo, tive o prazer de folhear a quinta edição – ao vivo e a cores – e, por defeito de profissão, passei a pente fino o semanário que começou a fazer parte dos meus hábitos de leitura. Et Voilá! Hoje é dia 27 de Agosto e celebro com vocês o primeiro ano d’@Verdade.

Está de parabéns! Abriu um precedente na Imprensa moçambicana como jornal despreendido de políticas e politiquices. Deu-nos a conhecer a realidade de muitos anónimos que fazem este Moçambique. Tem uma página só para a Mulher que nos acompanha semanalmente. Uma panóplia de cronistas que que nos fazem relaxar, pensar, pôr em causa… Foi vencedora de uma campanha publicitária pensada com a GOLO. Lançou projectos especiais inovadores, como a reedição do “Lutar por Moçambique” de Eduardo Mondlane (estou a fazer colecção), ou a interligação com os Txopelas que nos trazem @ Verdade a tempo e horas.

A aposta numa equipa jovem e pouco opinativa – mas profissional –, é a sua marca. Ao contrário de outros jornais onde o “cunho pessoal” é sempre obrigatório, camuflados pelo “ser independente”, que já não está na moda e é uma regra completamente transversal à deontologia do jornalismo. @ VERDADE faz um ano e eu estou com ela. Primeiro como leitora e depois como cronista. Hoje assumo que também tenho uma responsabilidade com vocês, já que abracei a “Verdade Cor-de-Rosa”, num desafio que começou numa conversa. E é de conversas que se constroem as bases do conhecimento. Na troca de ideias e sinergias.

@ Verdade não veta, não proíbe, não altera. Conta, mostra, sugere – ao longo de 32 páginas. Acredito que no segundo ano aumentará o número de informação e, consequentemente, o número de exemplares! Já está em todo o Moçambique e é moçambicana. Não se esquece da realidade lusófona e híbrida que está em todos nós e apresenta artigos do Mundo, em português, sem se “esquecer” de citar as fontes. É lida através do Facebook e Twitter. Cada jornal é partilhado por mais de dez pessoas.

É digital, física e humana – sempre mahala! Hoje celebro a minha Verdade, a tua, a sua, a de todos nós. O “Cor-de-Rosa” volta para a semana! Um bem haja!

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