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Venda de energia a Zâmbia terminou e EDM ficou por receber 3,7 biliões de Meticais

Venda de energia a Zâmbia terminou e EDM ficou por receber 3

Foto de Adérito CaldeiraO negócio de exportação de energia da Electricidade de Moçambique (EDM) à Zâmbia Electricity Supply Corporation (ZESCO) continua a dar prejuízos ao nosso país. Para além dos danos ambientais causados pela Central eléctrica flutuante atracada em Nacala o @Verdade apurou que o contrato findou mas ficaram 3,7 biliões de meticais por serem pagos a eléctrica nacional.

As expectativas propaladas pelos presidentes de Moçambique, Filipe Nyusi, e da Zâmbia, Edgar Lungo, de “cooperação energética em benefício dos cidadãos e das economias”, quando inauguraram a Central Termoeléctrica Flutuante na Cidade de Nacala, na província de Nampula, goraram-se.

Depois de em Dezembro de 2016 a EDM ter suspenso o fornecimento de energia à Zâmbia, devidos as dívidas acumuladas que ascendiam a 6,7 biliões de Meticais, o @Verdade apurou que o contrato com a ZESCO terminou e não foi renovado.

Entretanto, no seguimento de negociações que envolveram os governos de ambos países, a Zâmbia Electricity Supply Corporation amortizou uma parte da dívida acumulada no entanto até 31 de Dezembro de 2017 ainda tinha por pagar 3.694.194.092 Meticais ficando a Electricidade de Moçambique com o ónus de saldar com a Central Termoeléctrica Flutuante da Karpower.

Acrescem a este saldo os danos ambientais incalculáveis de uma termoeléctrica que funcionou queimando óleos de combustíveis pesados, um derivado de petróleo, que é um dos combustíveis que mais contribui para as Mudanças Climáticas.

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