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Urge adequar a lei para assegurar aleitamento materno

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apela as autoridades moçambicanas para adequarem a legislação nacional de modo a criar condições para que todas as mulheres tenham a possibilidade de oferecer aleitamento materno exclusivo às crianças durante os seus primeiros seis meses de vida. Este apelo do UNICEF surge na sequência da celebração da semana mundial do aleitamento materno que termina hoje.

Por ocasião desta semana, as autoridades nacionais, com destaque para o Ministério da Saúde, parceiros de desenvolvimento e sociedade civil, juntaram-se para reforçar as acções de sensibilização da sociedade sobre os benefícios do aleitamento materno para a criança e para a sociedade no geral. “Espera-se que esta campanha nacional não só informe as mães sobre a importância de amamentar o seu bebé mas também mobilize os membros da família e da comunidade, incluindo empresários e empregadores para que esse direito seja efectivamente garantido a mulher moçambicana”.

Estima-se que em Moçambique, apenas 65 por cento dos recém-nascidos são amamentados na primeira hora após o parto e apenas 30 por cento das crianças abaixo dos seis meses de idade recebem aleitamento materno exclusivo. Segundo o UNICEF, muitas mães do país apenas dão medicamentos tradicionais, água e papas aos seus filhos recém-nascidos.

O aleitamento materno, não exclusivo nos primeiros seis meses de vida, é considerado como sendo responsável pela morte de mais de um milhão de crianças em todo o mundo. Apesar dos progressos registados nos últimos 15 anos, apenas 38 por cento dos bebés menores de seis meses são amamentados em todo o mundo. Considera-se que o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, seguido da introdução (a partir dos seis meses) de uma alimentação complementar adequada e com continuação do aleitamento materno até aos 24 meses ou mais de idade constitui a mais eficaz intervenção da saúde preventiva.

“O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida reduz o número de mortes causadas por infecções respiratórias agudas e diarreias, e por outras doenças infecciosas tais como a pneumonia e as infecções gástricas e intestinais, e a desnutrição”, considera a representante do UNICEF em Moçambique, Leila Pakkala. “Contribui também para a prevenção do cancro da mama na mãe para o desenvolvimento neurológico da criança e cria uma maior ligação e afecto entre a mãe e a criança”, acrescenta ela.

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