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Universidade Politécnica: Académicos e políticos reflectem sobre contributo da agricultura para a estabilização da economia

Universidade Politécnica: Académicos e políticos reflectem sobre contributo da agricultura para a estabilização da economia

O secretário-geral do partido Frelimo, Roque Silva, considera que o aumento da produção e produtividade agrícolas podem contribuir para a redução das exportações e estabilização da economia do País, que atravessa períodos de instabilidade.

Para Roque Silva, é importante que o País não olhe só para as enormes quantidades de recursos naturais e energéticos de que Moçambique dispõe, como únicos factores capazes de gerar desenvolvimento.

“Podemos ter escolas, estradas, hospitais, etc, mas se não tivermos comida na mesa do cidadão não estaremos a combater a pobreza. Temos de produzir comida em quantidades que permitam satisfazer as necessidades internas e exportar”, defendeu Roque Silva, quando falava na quinta-feira, 7 de Novembro, num debate sobre a agricultura, organizado pelo partido Frelimo e que teve lugar na Universidade Politécnica, em Maputo.

O debate teve como oradores o deputado e presidente da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República, Eneas Comiche, o economista e académico João Mosca e o vice-ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa e teve como objectivo discutir os desafios para o relançamento da produção e produtividade agrícola em Moçambique.

Conforme explicou o secretário-geral da Frelimo, este é o primeiro tema de um ciclo de debates que visam “colher ideias que nos permitam acelerar o processo de desenvolvimento de Moçambique”. “Temos de olhar para o País como um todo e pensar que todos os moçambicanos podem sentar-se à mesma mesa e discutir problemas que atrasam o nosso desenvolvimento.

Devemos ter a coragem e ousadia de nos abstrairmos das nossas diferenças e trazer diversos segmentos da sociedade para debater sobre questões de interesse nacional”, disse Roque Silva.

“Estes debates vão influenciar a definição de estratégias que nos levem ao desenvolvimento e, por via disso, ao alcance dos objectivos do Governo, nomeadamente a criação de condições para o bem-estar de todos os moçambicanos”, acrescentou.

Por seu turno, o reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, realçou a importância da inclusão social nos debates que têm como finalidade encontrar soluções para os problemas do País, neste caso o fraco desenvolvimento da agricultura.

“Temos, no País, diversas leituras e pessoas, com diferentes perspectivas e é necessário ter isso em conta quando se está a discutir questões de interesse nacional. Ouvindo todos os extractos da nossa sociedade podemos colher ideias, a partir das quais tomaremos decisões que vão ajudar a desenvolver Moçambique”, afirmou Narciso Matos.

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