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UNICEF insta MISAU a apoiar as províncias com maiores dificuldades

O Ministério da Saúde (MISAU) moçambicano deve dar prioridade e canalizar mais fundos para as províncias com indicadores de saúde e nutrição mais críticos, bem como no combate às diversas enfermidades, orientou o representante do Fundo da Nações Unidas para Infância (UNICEF), Koen Vanormelingen, esta segunda-feira (30), em Maputo.

Koen Vanormelingen, que falava durante o lançamento do “concurso prémio saúde para jornalismo 2013”, disse que o MISAU tem um papel fundamental em direccionar acções de forma a equilibrar as diferenças que persistem entre as províncias moçambicanas, principalmente as com maiores dificuldades, na alocação de meios e fundos para o tratamento do povo.

Para fundamentar sua posição, Vanormelingen apontou como exemplo o facto de a província de Zambézia, pese embora tenha maior índice de mortalidade infanto-juvenil, 142 crianças em cada mil recém-nascidos, o orçamento que recebe do Governo Central ser de 129 meticais por habitante, contra 197 meticais alocado à província de Inhambane, onde a mortalidade na mesma faixa etária é de 58 em cada mil nascimentos.

Esta diferença, segundo o responsável, reflecte-se directamente na disponibilidade de unidades sanitárias, pessoal qualificado, meios e insumos e corrigi-la pode trazer um impacto directo no nível de saúde da população. Nesse sentido, prosseguiu Vanormelingen, o MISAU deve continuar a investir na área de promoção de saúde, com vista a fomentar comportamentos e práticas saudáveis ao nível dos agregados familiares. O MISAU deve repensar constantemente nas estratégias e metodologias que usa para promover essas acções.

“A comunicação de massas, a promoção de saúde ao nível comunitário, o uso das tecnologias e a educação em saúde feita pelos próprios trabalhadores de saúde, forma parte duma abordagem única que pode complementar as acções em curso que visam aumentar a qualidade e o acesso aos serviços de saúde”, disse Vanormelingen.

Os tutelares da área da Saúde em Moçambique têm ainda o desafio de atacar a estagnação da taxa de mortalidade materna e o progresso limitado em reduzir a mortalidade neonatal. “Há dez anos que praticamente o mesmo número de mulheres moçambicanas morre ao dar à luz”, disse o representante da UNICEF sublinhando a pertinência da revisão das intervenções e estratégias que permitam o acesso ao pacote básico de serviço essenciais de baixo custo e alto impacto para mulheres grávidas e recém-nascidos, principalmente nas zonas mais recôndita do país.

Vanormelingen ainda alguns progressos que entendem terem sido registados pelo MISAU. Sublinhou a redução da mortalidade materna infantil; a aproximação do Sistema Nacional da Saúde à comunidade através do programa “Agentes Polivalentes Elementares” e a realização de duas rondas da semana nacional de saúde que este ano decorreu pela sexta vez consecutiva.

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