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Uganda: Polícia usa gás lacrimogêneo para conter protestos populares

Uganda: Polícia usa gás lacrimogêneo para conter protestos populares

A polícia militar usou gás lacrimogêneo para tentar dispersar mais de mil manifestantes que marchavam para o centro da capital Kampala, num protesto contra o aumento dos preços dos alimentos e combustíveis. O líder da oposição, Kizza Besigye, foi levado ao hospital depois de aparentemente ser ferido no protesto, disse a polícia, “Besigye caiu, nós não sabemos o que aconteceu com ele, mas logo um veículo da Cruz Vermelha aproximou-se e ele entrou”, disse o porta-voz da polícia Vincent Sekate.

 

 

“Nós entendemos que ele foi levado ao hospital”. Besigye, o maior rival do presidente Yoweri Museveni nas eleições de fevereiro, marchou com os manifestantes que se reuniram num subúrbio de Campala.

A primeira “marcha para o trabalho”, criada por grupos de oposição e da sociedade civil para protestar contra o aumento do custo de vida, foi realizada na segunda-feira (11), mas foi dispersada sem incidentes pela polícia –que deteve alguns dos líderes da oposição, incluindo Besigye, libertado sob fiança.

Os grupos realizaram campanha para manter os protestos periodicamente e realizaram assim a sua segunda marcha esta quinta-feira.

Os preços têm subido em Uganda depois de uma seca que reduziu a produção de alimentos em partes do país. Os preços dos alimentos foram afetados ainda pelos custos maiores no transporte, consequência, por sua vez, do aumento do preço dos combustíveis. O índice de preços ao consumidor de Uganda subiu 4,1% de fevereiro a março, empurrando a inflação para uma quinta alta consecutiva (de 6,4% para 11,1%). Os preços dos alimentos subiram, por sua vez, 11,9% em março, em relação ao mês anterior.

Depois da eleição presidencial, Besigye clamou por protestos pacíficos contra o governo de 25 anos de Museveni, alegando que houve fraudes nas eleições.

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