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Tunísia vota nas primeiras eleições livres para presidente da era pós-Ben Al

Os tunisinos foram às urnas, este domingo (3), para escolher o primeiro presidente numas eleições livres directas, no passo final de transição para uma democracia completa no país do norte da África depois da revolução de 2011 que tirou Zine el-Abidine Ben Ali do poder.

Os resultados oficiais ainda não foram anunciados, mas logo depois do fecho das urnas Beji Caid Essebsi, do partido laico Nidaa Tounes, disse estar à frente na disputa por pelo menos 10 pontos percentuais.

Essebsi, que foi membro do governo de Ben Ali, e o presidente interino Moncef Marzouki são apontados como os favoritos, mas os analistas disseram que nenhum dos dois deverá receber votos suficientes para evitar um segundo turno em Dezembro. “Essebsi está na frente, de acordo com os primeiros resultados, com uma grande diferença ante o segundo candidato”, disse o coordenador de campanha de Essebsi, Mohsen Marzouk.

“Há uma forte possibilidade de segunda volta.” O coordenador da campanha de Marzouki disse que o seu candidato irá para a segundA volta com Essebsi, mas não fez estimativas sobre a votação. Os partidos políticos têm observadores nas secções eleitorais que actuam como testemunhas na contabilização preliminar dos votos, o que lhe permite realizar uma contagem extraoficial.

Mais de três anos depois da deposição de Ben Ali, a Tunísia adoptou uma nova constituição e os partidos rivais, leigos e islâmicos, conseguiram evitar amplamente os conflitos que enfrentam outros países que registraram revoltas populares na chamada Primavera Árabe, movimento que começou a derrubar o governo da Tunísia e depois espalhou-se pela Líbia, Egito e Iemen, além de provocar guerra na Síria.

“Este é mais um dia na história da Tunísia”, disse o eleitor Mouna Jeballi, ao registar o seu voto em Túnis. “Agora somos o único país do mundo árabe que não sabe quem vai ser o seu presidente antes do fim da votação.”

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