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Tropas da Libéria disparam contra manifestantes em protesto contra quarentena pelo ébola

Os soldados liberianos dispararam com munição real e lançaram gás lacrimogéneo, esta quarta-feira (27), contra uma multidão que tentava romper uma quarentena imposta a um bairro da capital, Monróvia, por causa da epidemia do ébola, que já matou 1.350 pessoas na África Ocidental.

No extenso bairro pobre de West Point, em Monróvia, pelo menos quatro pessoas ficaram feridas nos confrontos com as forças de segurança, disseram os testemunhas. Não ficou claro se alguém ficou ferido pelos tiros, mas um fotógrafo da Reuters viu um rapaz com uma perna gravemente mutilada, acima do tornozelo.

As autoridades liberianas impuseram um toque de recolher no país na terça-feira e a quarentena no bairro de West Point para conter a disseminação da doença.

“Os soldados estão a usar munição real”, disse um porta-voz do Exército, Dessaline Allison, acrescentando: “Os soldados adoptaram nesse caso as normas de acção. Eles não dispararam contra cidadãos pacíficos. Haverá relatórios médicos sobre se os ferimentos foram causados por tiros.”

Ainda a lutar para recuperar da devastadora guerra civil de 1989-2003, a Libéria registou 95 mortes por ébola desde 18 de Agosto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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