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Três indivíduos detidos por tráfico de restos mortais de um albino em Nampula

Três cidadãos foram detidos na semana passada pela Polícia da República de Moçambique (PRM), no distrito Eráti, na província de Nampula, na posse de restos mortais de um cidadão que em vida sofria de albinismo.

Os indiciados, de acordo com o porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, João de Deus, terão profanado uma campa num cemitério comunitário existente na localizado em Alua, com a ajuda de um parente do finado, que em vida era portador do defeito genético que impede a produção de melanina, o pigmento que dá origem à cor da pele, do cabelo e dos olhos, e causa o albinismo.

Foi graças a denúncia de populares que a polícia identificou os cidadãos numa altura em que se preparavam para viajar com destino à Tanzania, onde alegadamente iriam vender o restos mortais. O @Verdade apurou que um quarto cidadão envolvido no crime terá conseguido fugir.

A “caça” aos albinos acontece na província de Nampula desde 2014 e julga-se ser estimulada po curandeiros pagam mais de dois milhões de meticais por um conjunto completo de órgãos de um albino para usá-los em feitiços que acreditam trazer boa sorte, amor e riqueza.

De acordo com o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Lino de Almeida, até meados de Janeiro de 2016 haviam sido registados pelo menos 20 crimes contra com cidadãos portadores de albinismo nesta província do Norte de Moçambique.

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